Já tinham decorrido dois minutos e trinta segundos dos 3 de acréscimo na etapa final. Depois de uma virada suada, o time se recolhe na defensiva e passa a desafiar a estatística. Mas ela é fria, inabalável, teacher Joel. Como diria Adoniran, “De tanto levar frechada…”, o gol do Jeferson acaba virando tauba de tiro ao álvaro.
Depois de fazer 2 x 1, resistimos quase todo o restante do segundo tempo. Mas aí vem o momento fatal. O último escanteio, o lance final. O juiz já tinha inspirado, bastava soprar o apito. Mas ainda não tinha soprado.
Sempre me pergunto o que passa na cabeça dos jogadores do Botafogo naqueles instantes derradeiros. “Será que meu carro que estava estacionado em local proibido foi rebocado?” – pensou o lateral. O feriado estava acabando. Provavelmente alguém já lembrou que tinha que correr para casa e devolver os dvd’s para evitar a multa. Outros já estavam com a cabeça no recesso. Com certeza alguém da zaga fez o bolão da Copa e ainda não tinha entregado. Pois é, entregaram o jogo. De mão beijada.
Nada pior do que fechar o feriado no engarrafamento de volta do Engenhão ruminando um empate derrotoso. E, ao chegar em casa, ainda ter que ouvir a patroa chiar: “Foi pra isso que nós saímos correndo de Iguabinha, Almeida?”
(Pra quem não sabe: Botafogo 2 x 2 Corinthians, no Engenhão)
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Parece que só tem dois times no Rio. Nós e eles. Em 2006 fomos campeões, nas últimas três edições, chegamos à final e os caras levaram. Domingo que vem, o que temos? Bota e Fla decidindo o estadual. O Flu não sabe o que é uma decisão carioca desde 2005, quando ganharam. A última final que o Vasco compareceu foi em 2004 e ficaram com o vice. Portanto, essa conversa não é com eles.
Assim que o Bota assinou a súmula garantindo sua presença nessa final, muita gente começou a torcer pro Vasco jogar com a gente no próximo domingo. Se isso acontecesse, a verdadeira decisão teria sido adiada. Não poderíamos ser campeões em cima. Os caras iam dizer que é porque eles não tavam lá…
Saí às ruas após o jogo de domingo e vi os caras confiantes, comemorando o título antecipado.. A esta altura, Adriano já deve estar levando todo o elenco pra comemorar o título no Complexo do Alemão. E que tomem todas, façam o que quiserem, enfiem o pé na jaca.
Enquanto isso nosso títcher Joel estará working hard to bring the Caneco pra General Severiano. Vamos com tudo domingo que vem. É como diz o ditado: um raio não cai quatro vezes no mesmo lugar…
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Alô galera alvinegra, terça-feira vou autografar Meu Pequeno Botafoguense”, junto com o Aroeira.

BOTAFOGO e Flamengo. Aconteça o que acontecer, no final o resultado é o de sempre: 2 a 2. De vez em quando foge à regra. Da última vez foi pra nós. O fato é que de 2007 pra cá foram 10 empates, sendo que seis partidas terminaram igualadas em dois gols. Já virou mania, vício, sei lá. Antes da próxima partida temos que ir a uma sessão do E.A. – Empatólatras Anônimos.
Lógico que ficamos mordidos por entregar um placar que estava na mão. Mas quando vejo os caras comemorando como se tivessem conquistado a Libertadores depois de um empate com a gente, só posso concluir que jogamos bem. Teacher Joel operou um milagre: chegou, deu moral, conquistou a Taça Guanabara, enfrentando a marra dos urubus de cabeça erguida. Tem gente falando “se não fosse o Jefferson…” Ora, o goleirão faz parte do time, que também conta com Caio, Herrera e a cabeça de Loco Abreu que, pra sorte deles hoje ficou de fora.
Olhando a tabela vejo que a Taça Rio ainda não acabou. Por mais que soltem fogos, não tem nada garantido pra eles. Nós estamos na final do Estadual. Não dependemos de ninguém, mas eles precisam combinar com o Fluminense que tá logo ali no calcanhar deles, a um golzinho da liderança.
Uma coisa é certa: marra não ganha campeonato. O pessoal de lá anda frequentando bailes funk escoltado por seguranças que também disputam a liderança na artilharia. Enquanto isso, nós estamos trabalhando pra levar esse título pra General Severiano.

Pronto, o ano de 2010 pode começar agora. Acabou o carnaval, o desfile das campeãs, foram-se as férias, até o horário de verão chegou ao fim.E o Botafogo já tá na final do campeonato carioca.
Pra quem começou o ano desacreditado, pra quem tomou uma goleada logo no começo da temporada, até que tamos bem. Recebi muitas mensagens de flamenguistas com dor de cotovelo:
-Agora que o vice já definido, só falta o campeão.
- Comemorar a taça guanabara é o mesmo que espalhar por aí que comeu a Geisy ou a Fernanda Young.
Que eu saiba, o flamengo não tem vaga cativa na final. E ainda não garantiu sua presença lá. Ou eu perdi algum lance? E pior que espalhar que comeu a geisy é espalhar que vai comer e acabar a noite na mão…
Vencemos a taça GB e vencemos bem. Perdemos apenas pro Vasco, mas demos o troco na hora certa. Tudo isso graças ao nosso teacher Joel Santana, que transformou the PutFire. Como diria o radialista Eraldo Leite: “Joel foi o Paulo Barros(carnavalesco da campeã Unidos da Tijuca ) do Fogão. Pôs um pano preto sobre o time, quando tirou, era a equipe era outra.”Realmente, foi um milagre o que ele fez. O grupo provou que tá com o inglês na ponta da língua, pois seguiu à risca as instruções do técnico que mas entende de futebol carioca.
Mas ainda falta. O campenato está apenas na metade. Mantivemos a tradição de vencer o Vasco em jogo decisivos. Mas eles estavam desacostumados de chegar até ali. Agora precisamos quebrar a escrita: disputar e vencer a final do estadual.
Loco Abreu e Herrera, valeu! Obrigado, Jefferson, Caio, Leandro Guerreiro, Fábio Ferreira, Alessandro e até o nosso VeLhúcio Flávio… todos estão de parabéns! Mas terça-feira, quero todo mundo treinando pra gente comemorar um título de verdade este ano.
E ninguém cala…
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São essas coisas que fazem do futebol uma coisa deliciosa. Depois de abrirmos o campeonato levando seis tamancadas, chegamos à final contra o mesmo Bacalhau depois de derrubar o grande favorito. Botafogo tomou providências. Trouxe o teacher Joel que, com ajuda da tecla SAP, se entendeu prefeitamente com a equipe. Armou um esquema criativo, onde justamente quem usa a cabeça é o Loco.
O Botafogo entrou em campo disposto a acabar com esse tabu de perder do Flamengo em jogo decisivo. E escolheu o dia certo pra isso: quarta-feira de cinzas. Alguns jogadores adversários passaram o carnaval concentrados nos camarotes da Sapucaí. Nem passaram em casa, foram direto pro Maraca. E foram a pé pra tentar curar a porranca.
Jefferson, Antônio Carlos, Fahel (Wellington) e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Eduardo, Lucio Flavio (Caio) e Marcelo Cordeiro; Herrera (Renato) e Loco Abreu.
Valeu, rapaziada! Vamos com tudo no domingo! O nosso carnaval ainda não começou, mas o deles já acabou.
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A turma de Resende aproveitou o domingão de sol pra descer a serra e visitar o Rio de Janeiro. Num fim de semana cheio de blocos na rua, o Resende foi até o Engenhão pra levar um baile. O mestre-sala Loco Abreu provou que não é ruim da cabeça e meteu três sem usar sujar a chuteira. Ainda completou mandando uma redonda na trave, que acabou nas redes empurrada por Marcelo Cordeiro.
Claro que tínhamos que tomar um susto logo de cara. O botafoguense mal sentou-se na arquibancada e assistiu, junto com todo o time, à troca de passes ensaiada num galpão da CSN, concluída em gol. Mas depois, as coisas entraram nos eixos. 5 x 2, uma bela combinação numérica.
Não consegui ver nada disso. Estava preso num engarrafamento tentando chegar em casa pra acompanhar o jogo. Mas fui impedido pelo encontro de dois blocos carnavalescos. Um deles era o “Sou Gasta Mas Dou Um Caldo E O Que Mais Você Quiser”, formado pro quarentonas no maior atraso. O outro era o “Me Passa a Bagana”, que reuniu maconheiros de toda a zona sul. Fiquei sem saber se o maconheiros traçaram as quarentonas e só liguei a tevê quando a festa no Engenhão estava chegando ao fim.
Foi melhor assim. Esses joguinhos são como matinês, servem como um esquenta-turbinas, mas não dá pra se iludir. Já vimos muitos goleadores se consagrarem nesta fase do campeonato e depois perderem a noção de onde fica a rede. O campeonato começa agora. E começa exatamente de onde parou ano passado: contra o Flamengo. Aí sim quero ver o Loco metendo a cabeça, o pé, a canela e depositando a redonda lá dentro.
Temos um jogo decisivo na quarta-feira de cinzas. Joel precisa pegar nosso elenco e trancar num retiro de monges tibetanos, bem longe das tentações do samba, das cachorras e dos travecos, pra quem é chegado. Pra não esquecer o carnaval, nosso time tem que se inspirar apenas numa figura muito conhecida dos blocos de subúrbio: o Bate-Bola.
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A última vez que me preocupei com o Madureira foi na final do campeonato carioca de 2006. Podíamos perder por diferença de um gol e ainda assim seríamos campeões. Como tem coisas que só acontecem em General Severiano, fui pro Maraca ressabiado. Metemos 3 x 1 e levantamos o troféu.
A goleada do bacalhau transformou este jogo em decisivo. Perder pro Madura seria se complicar na Taça Guanabara. Mas Joel the book is on the table Santana tá sacudindo o elenco alvinegro. Se não aprenderem a jogar bola, pelo menos vão ficar com o inglês afiado. Vencemos o jogo tranquilos e demos um importante passo em direção ao quadrangular final.
Os jogadores já apresentam uma outra disposição, acho que sentiram o dedo do técnico. Lúcio Flavio conseguiu acertar um cruzamento. De bola parada, é verdade, mas resultou em gol. Agora falta reaprender a lançar bolas redondas, aquelas em movimento, que insistem em rolar sobre o gramado. Das contratações, Herrera vem dizendo ao que veio e Loco Abreu, atrapalhado com suas oito pernas, mal ou bem marcou o seu e ameaçou a zaga do tricolor suburbano.
A vitória de 4 a 1 dá a impressão de que nossos problemas acabaram. Calma, este é só o Madureira! Tem mais coisa aí pela frente.
O jogo ficou parado no 1 a 0 até os 39 do segundo tempo. Só então o placar se movimentou. Quem foi ao estádio ver o Fluminense nesta rodada dupla se deu bem. Bastou chegar no finzinho do nosso jogo que ainda assistiu quatro gols antes de se acomodar na arquibancada.
[A partir de hoje de vez em quando vou estar por aqui falando do nosso Fogão. E ninguém cala...]
Helio de la Peña
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