
Pronto, o ano de 2010 pode começar agora. Acabou o carnaval, o desfile das campeãs, foram-se as férias, até o horário de verão chegou ao fim.E o Botafogo já tá na final do campeonato carioca.
Pra quem começou o ano desacreditado, pra quem tomou uma goleada logo no começo da temporada, até que tamos bem. Recebi muitas mensagens de flamenguistas com dor de cotovelo:
-Agora que o vice já definido, só falta o campeão.
- Comemorar a taça guanabara é o mesmo que espalhar por aí que comeu a Geisy ou a Fernanda Young.
Que eu saiba, o flamengo não tem vaga cativa na final. E ainda não garantiu sua presença lá. Ou eu perdi algum lance? E pior que espalhar que comeu a geisy é espalhar que vai comer e acabar a noite na mão…
Vencemos a taça GB e vencemos bem. Perdemos apenas pro Vasco, mas demos o troco na hora certa. Tudo isso graças ao nosso teacher Joel Santana, que transformou the PutFire. Como diria o radialista Eraldo Leite: “Joel foi o Paulo Barros(carnavalesco da campeã Unidos da Tijuca ) do Fogão. Pôs um pano preto sobre o time, quando tirou, era a equipe era outra.”Realmente, foi um milagre o que ele fez. O grupo provou que tá com o inglês na ponta da língua, pois seguiu à risca as instruções do técnico que mas entende de futebol carioca.
Mas ainda falta. O campenato está apenas na metade. Mantivemos a tradição de vencer o Vasco em jogo decisivos. Mas eles estavam desacostumados de chegar até ali. Agora precisamos quebrar a escrita: disputar e vencer a final do estadual.
Loco Abreu e Herrera, valeu! Obrigado, Jefferson, Caio, Leandro Guerreiro, Fábio Ferreira, Alessandro e até o nosso VeLhúcio Flávio… todos estão de parabéns! Mas terça-feira, quero todo mundo treinando pra gente comemorar um título de verdade este ano.
E ninguém cala…
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São essas coisas que fazem do futebol uma coisa deliciosa. Depois de abrirmos o campeonato levando seis tamancadas, chegamos à final contra o mesmo Bacalhau depois de derrubar o grande favorito. Botafogo tomou providências. Trouxe o teacher Joel que, com ajuda da tecla SAP, se entendeu prefeitamente com a equipe. Armou um esquema criativo, onde justamente quem usa a cabeça é o Loco.
O Botafogo entrou em campo disposto a acabar com esse tabu de perder do Flamengo em jogo decisivo. E escolheu o dia certo pra isso: quarta-feira de cinzas. Alguns jogadores adversários passaram o carnaval concentrados nos camarotes da Sapucaí. Nem passaram em casa, foram direto pro Maraca. E foram a pé pra tentar curar a porranca.
Jefferson, Antônio Carlos, Fahel (Wellington) e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Eduardo, Lucio Flavio (Caio) e Marcelo Cordeiro; Herrera (Renato) e Loco Abreu.
Valeu, rapaziada! Vamos com tudo no domingo! O nosso carnaval ainda não começou, mas o deles já acabou.
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A turma de Resende aproveitou o domingão de sol pra descer a serra e visitar o Rio de Janeiro. Num fim de semana cheio de blocos na rua, o Resende foi até o Engenhão pra levar um baile. O mestre-sala Loco Abreu provou que não é ruim da cabeça e meteu três sem usar sujar a chuteira. Ainda completou mandando uma redonda na trave, que acabou nas redes empurrada por Marcelo Cordeiro.
Claro que tínhamos que tomar um susto logo de cara. O botafoguense mal sentou-se na arquibancada e assistiu, junto com todo o time, à troca de passes ensaiada num galpão da CSN, concluída em gol. Mas depois, as coisas entraram nos eixos. 5 x 2, uma bela combinação numérica.
Não consegui ver nada disso. Estava preso num engarrafamento tentando chegar em casa pra acompanhar o jogo. Mas fui impedido pelo encontro de dois blocos carnavalescos. Um deles era o “Sou Gasta Mas Dou Um Caldo E O Que Mais Você Quiser”, formado pro quarentonas no maior atraso. O outro era o “Me Passa a Bagana”, que reuniu maconheiros de toda a zona sul. Fiquei sem saber se o maconheiros traçaram as quarentonas e só liguei a tevê quando a festa no Engenhão estava chegando ao fim.
Foi melhor assim. Esses joguinhos são como matinês, servem como um esquenta-turbinas, mas não dá pra se iludir. Já vimos muitos goleadores se consagrarem nesta fase do campeonato e depois perderem a noção de onde fica a rede. O campeonato começa agora. E começa exatamente de onde parou ano passado: contra o Flamengo. Aí sim quero ver o Loco metendo a cabeça, o pé, a canela e depositando a redonda lá dentro.
Temos um jogo decisivo na quarta-feira de cinzas. Joel precisa pegar nosso elenco e trancar num retiro de monges tibetanos, bem longe das tentações do samba, das cachorras e dos travecos, pra quem é chegado. Pra não esquecer o carnaval, nosso time tem que se inspirar apenas numa figura muito conhecida dos blocos de subúrbio: o Bate-Bola.
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A última vez que me preocupei com o Madureira foi na final do campeonato carioca de 2006. Podíamos perder por diferença de um gol e ainda assim seríamos campeões. Como tem coisas que só acontecem em General Severiano, fui pro Maraca ressabiado. Metemos 3 x 1 e levantamos o troféu.
A goleada do bacalhau transformou este jogo em decisivo. Perder pro Madura seria se complicar na Taça Guanabara. Mas Joel the book is on the table Santana tá sacudindo o elenco alvinegro. Se não aprenderem a jogar bola, pelo menos vão ficar com o inglês afiado. Vencemos o jogo tranquilos e demos um importante passo em direção ao quadrangular final.
Os jogadores já apresentam uma outra disposição, acho que sentiram o dedo do técnico. Lúcio Flavio conseguiu acertar um cruzamento. De bola parada, é verdade, mas resultou em gol. Agora falta reaprender a lançar bolas redondas, aquelas em movimento, que insistem em rolar sobre o gramado. Das contratações, Herrera vem dizendo ao que veio e Loco Abreu, atrapalhado com suas oito pernas, mal ou bem marcou o seu e ameaçou a zaga do tricolor suburbano.
A vitória de 4 a 1 dá a impressão de que nossos problemas acabaram. Calma, este é só o Madureira! Tem mais coisa aí pela frente.
O jogo ficou parado no 1 a 0 até os 39 do segundo tempo. Só então o placar se movimentou. Quem foi ao estádio ver o Fluminense nesta rodada dupla se deu bem. Bastou chegar no finzinho do nosso jogo que ainda assistiu quatro gols antes de se acomodar na arquibancada.
[A partir de hoje de vez em quando vou estar por aqui falando do nosso Fogão. E ninguém cala...]
Helio de la Peña
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