Já tinham decorrido dois minutos e trinta segundos dos 3 de acréscimo na etapa final. Depois de uma virada suada, o time se recolhe na defensiva e passa a desafiar a estatística. Mas ela é fria, inabalável, teacher Joel. Como diria Adoniran, “De tanto levar frechada…”, o gol do Jeferson acaba virando tauba de tiro ao álvaro.
Depois de fazer 2 x 1, resistimos quase todo o restante do segundo tempo. Mas aí vem o momento fatal. O último escanteio, o lance final. O juiz já tinha inspirado, bastava soprar o apito. Mas ainda não tinha soprado.
Sempre me pergunto o que passa na cabeça dos jogadores do Botafogo naqueles instantes derradeiros. “Será que meu carro que estava estacionado em local proibido foi rebocado?” – pensou o lateral. O feriado estava acabando. Provavelmente alguém já lembrou que tinha que correr para casa e devolver os dvd’s para evitar a multa. Outros já estavam com a cabeça no recesso. Com certeza alguém da zaga fez o bolão da Copa e ainda não tinha entregado. Pois é, entregaram o jogo. De mão beijada.
Nada pior do que fechar o feriado no engarrafamento de volta do Engenhão ruminando um empate derrotoso. E, ao chegar em casa, ainda ter que ouvir a patroa chiar: “Foi pra isso que nós saímos correndo de Iguabinha, Almeida?”
(Pra quem não sabe: Botafogo 2 x 2 Corinthians, no Engenhão)
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