Decifrando o Adversário – Vasco da Gama
Como contra o Urubu, vamos direto aos pontos fortes e fracos do adversário da decisão da Taça Guanabara, o Clube de Regatas Vasco da Gama.
Pontos Fortes:
A equipe do Vasco tem como grande destaque o equilíbrio tático gerado em grande parte pelos competentes 3 volantes, num esquema semelhante ao desenho do time do Flamengo: um 4-4-2 com um meio de campo losangular:
-Nílton é a base, ficando logo a frente da zaga. Não é habilidoso, mas possui um toque de bola razoável, além de ser dono de um potente chute de média distância.
-Souza é a proteção pelo lado direito, cobrindo os avanços de Élder Granja e chegando ao ataque no mesmo flanco para auxiliar Philippe Coutinho. É capaz de boas tabelas e lançamentos.
-Léo Gago é a sustentação pela esquerda, que permite as subidas de Márcio Careca e uma boa opção, como Nilton, nos chutes de fora da área.
-Carlos Alberto é o vértice superior do meio, que além da qualidade técnica e força ofensiva indiscutível, auxilia com vigor físico a marcação.
Vale também destacar o poder do ataque vascaíno, no qual Carlos Alberto “encabeça” um novo trio. Abusando de velocidade e movimentação, C.A., Philippe Coutinho e Dodô são difíceis de marcar individualmente.
-Carlos Alberto não fica durante todo o tempo centralizado. Por várias vezes ao longo dos jogos cai pelas pontas, nas quais reveza-se com Philippe Coutinho pela esquerda e direita, abrindo para a chegada dos volantes pelo meio.
-Philippe Coutinho, ao contrário de Love, não é centroavante de origem, mas apoiador. Dessa forma, também busca o jogo atrás quando necessário, e sabe jogar pelas duas pontas: após passar grande parte do primeiro tempo pela esquerda, soube explorar a saída de Eduardo (que compunha o setor esquerdo de marcação) e foi à direita que entrou duas vezes na área alvinegra para marcar seus 2 gols no 6×0.
-Dodô, o centroavante, também não é tão fixo como Adriano, basta rever o primeiro gol vascaíno contra o Botafogo, no qual aproveitou-se de uma sobra de bola no meio para passar por Wellington e chutar da entrada da área. Esse nós conhecemos, grande artilheiro do Estadual.
Pontos Fracos:
Apesar da defesa menos vazada, com 3 gols sofridos em 8 jogos (1º turno + semifinal da TG), muito desta força defensiva se dá pela sustentação do meio de campo, supracitado.
A zaga ainda é objeto de desconfiança da torcida cruzmaltina.
-Fernando, renegado em 9 dos últimos 10 clubes, constantemente comete erros bisonhos, como furadas à frente da área e falta de tempo de bola.
-Titi, zagueiro pela esquerda, também continuou sem oportunidades no Internacional (diferentemente de Danny Morais, novo reforço alvinegro, Titi nunca chegou a ser titular), e por isso seguiu no Vasco. Um dos seus grandes defeitos segundo alguns próprios vascaínos é uma relativa insegurança no homem-a-homem por baixo.
Entretanto, há algo a se valorizar, principalmente no duelo contra o Botafogo de armas aéreas. Diferentemente da zaga do Fla, a do Vasco tem ótima estatura: Fernando tem 1,92m, e Titi, 1,87m – e é justamente esse fator que pode dificultar a vida do pivô Loco Abreu para abrir as jogadas pelas pontas com suas rebatidas de cabeça.
Um reforço para o Botafogo pode ser considerada a ausência persistente de Fagner, que com sua velocidade e toques rápidos soube dominar Marcelo Cordeiro (que ainda carecia do esquema 3-5-2). Sendo assim, Élder Granja deve continuar. Lateral-direito que arrisca menos à frente, também não é um marcador primoroso.
Comentários Finais:
Não se pode esquecer Márcio Careca, que após excelente temporada no Barueri chegou ao Vasco. Pela baixa estatura, fica na entrada da área em faltas e escanteios a favor dos adversários e é um perigo nos rebotes, por sua velocidade e boa habilidade com o pé esquerdo, e no apoio pela esquerda.
E Fernando Prass? É um goleiro sóbrio e seguro, de ótima estatura (1,91m), e experiência (ídolo em Portugal). Foi quem muitas vezes segurou os erros da zaga, e é a confiança residente na retaguarda do time de São Januário.
Há ainda Magno, que é uma opção quase certa de entrar no segundo tempo. Habilidoso como Carlos Alberto, mas com menos capacidade de combate, é capaz de incomodar a zaga com seus dribles e jogadas pelas pontas.
Enfim, domingo é mais uma decisão na História do Glorioso. São incríveis 9 finais seguidas em Estaduais (contanto turnos e a grande final), uma marca impressionante. De 2006 para cá foram 10 das últimas 12 decisões (a última do Vasco foi em 2004)!! Afora isso, há o grande Natalino, que nunca perdeu uma decisão de turno. Números a favor? Isso não é nada! O que contarão serão os 90 minutos dentro de campo (+ pênaltis, se necessário!), nos quais se a mesma garra demonstrada na semifinal aportar domingo no Maracanã, teremos uma grande decisão.
Força Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, Fahel, Fábio Ferreira, Leandro Guerreiro, Eduardo, Lúcio Flávio, Herrera e Loco Abreu!
Força Renan, Wellington, Wellington Júnior, Somália, Renato, Diguinho e, claro, Caio, nosso grande talismã!
Que a Taça Guanabara repita o ano passado e volte à sala de trofeus de General Severiano!
Um Bota x Fla, pra variar!
O clássico carioca mais realizado dos últimos 4 anos se repete hoje, às 21:50, no Maracanã. Válido pela semifinal da Taça Guanabara, o favoritismo está todo do lado de lá. Ainda com Bruno, Léo Moura, Ronaldo Angelim e Juan, personagens corriqueiros deste duelo, novas e velhas caras protagonizam a quarta-feira de cinzas.
Esquema tático:
O time do Fla, no 4-4-2, será o seguinte: Bruno; Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Juan; Toró, Willians, Kléberson e Vinícius Pacheco (Petkovic); Vágner Love e Adriano.
Desde 2007, o esquema é suplantado por 3 volantes, e não será diferente agora: Toró fica mais plantado, Willians flutua entre a marcação ao principal meia adversário (no nosso caso, Lúcio Flávio, afinal é o único!) e o apoio pela direita, e Kléberson fecha o lado esquerdo nas subidas de Juan. Com estes 3, o citado Juan e Léo Moura continuam com bastante liberdade para atacar, e são mais 2 armadores que auxiliam o trio ofensivo Vinícius Pacheco, Vágner e Adriano.
Ponto forte:
A dupla de ataque Vágner Love e Adriano é unânime na Gávea. Enquanto o primeiro se esbaldou nos camarotes da Sapucaí até o meio da madrugada, o segundo aparentemente recolheu-se à Vila Cruzeiro ou a festas particulares e de convidados restritos, já que nada foi divulgado na imprensa.
Com 6 e 5 gols, respectivamente, virão com tudo para cima da zaga alvinegra.
Vágner, apesar de ser centroavante de origem, no Flamengo sai mais para buscar o jogo, por causa de Adriano, e com sua velocidade é uma opção tanto pela ponta direita quanto pelas penetrações e tabelinhas pelo meio com Vinícius e Adriano. Dentro da área, é um dos grandes no atual futebol brasileiro.
O Imperador dispensa comentários, mas pode-se destacar dentre suas principais qualidades um chute forte e fatal, a força física que impressiona e a precisão nas cabeçadas dentro da área.
Caberá ao esquema com 3 zagueiros e a Leandro Guerreiro e Eduardo impedirem que a bola chegue até os atacantes.
Ponto fraco:
A forte defesa do Fla dos últimos anos perdeu bases importantíssimas: no Estadual de 2009, Fábio Luciano encerrou a carreira. Apenas com a chegada de Álvaro e Maldonado a equipe deu a arrancada rumo ao título brasileiro, já no segundo semestre.
Entretanto, um coadjuvante do sistema defensivo foi negociado e fez mais falta do que a diretoria esperava: é Aírton, cabeça-de-área que fazia papel de terceiro zagueiro na recomposição da defesa rubro-negra. Com Maldonado ainda em fase de recuperação de uma lesão e Willians recém-contundido, o Flamengo sofreu 13 gols no primeiro turno.
Para a semifinal, Willians volta no lugar de Fernando, mas a dúvida permanece quanto à sua condição física e técnica. Recuperado, é a grande arma nos desarmes e na formação defensiva.
Aposta:
Vinícius Pacheco é o provável apoiador titular. Com o suporte de Kléberson, jogará solto, e a preferência de Andrade é por suas jogadas pelas pontas, principalmente a esquerda. Foi a partir de lances desse tipo que saíram vários gols da equipe no campeonato. O meia imprime mais velocidade ao ataque, apesar da menor técnica que Pet, e com seus bons arremates de fora da área é a aposta de Andrade na juventude e na prata da casa.
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Que o conhecimento do velho Joel sobre o adversário nos ajude bastante hoje, e que os guerreiros e gringos alvinegros nos tragam a vaga na base da raça e superação!
O Adversário
A equipe do Resende vem a campo domigo com desfalques que podem ocasionar uma mudança de esquema tático, do 3-5-2 para o 4-4-2. Se Marcelo Buarque optar por Léo, modificação concretizada. O provável time titular é o seguinte: Cléber; Breno, Márcio Cleick e Marcelo Costa (Léo); Bruno Leite, Beto, Márcio Gomes, Hiroshi e Hamilton (Felipinho); Fabiano e Elias.
O Principal Jogador
Com a negociação do atacante Alexandro para o Pohang Steelers, da Coréia do Sul (terceiro colocado do Mundial de Clubes da Fifa em 2009), o jogador Elias, de 22 anos, se torna a principal esperança de gols do Resende para a sequência do Campeonato Carioca. O atacante, autor de dois gols na goleada de 4 a 2 sobre o Tigres do Brasil, foi contratado em dezembro após se destacar com a camisa do Sampaio Corrêa na Série C Carioca do ano passado, quando foi o artilheiro da competição com 20 gols.
Defesa
Pelo que se pôde observar no último duelo do Resende, há ali um bom goleiro guardando a meta. Com duas defesas salvadoras em chutes de Dodô e Márcio Careca, só tomou um gol de pênalti e segurou o magro placar em 0×1. Além disso, ainda conta com um fator essencial para um grande goleiro: sorte, quando viu Dodô perder outro pênalti (na trave) e ainda isolar o rebote.
O trio de zaga está seriamente desfalcado. Com o terceiro amarelo de Eduardo Teles e a expulsão do capitão Naílton, o esquema com três zagueiros está totalmente ameaçado. Dos titulares, só Breno jogará, como zagueiro central. As opções são Márcio Cleick, ex-Madureira e Marcelo Costa, jovem de 21 anos.
O ala direito é Bruno Leite. Em 2009, 15 escalações, com 7 cartões amarelos e 2 vermelhos, um desses na final da TG contra o Bota. Em 2010, ainda zerado, melhorou na defesa e vai ao ataque com mais confiança.
O ala esquerdo vinha sendo até então Felipinho, que por sua ofensividade já jogou até como meia na equipe. Todavia, o lateral que a torcida do Alvinegro do Vale do Paraíba gostaria de ver em campo é Hamilton, que após duas semanas de recuperação por uma fissura no pé esquerdo pode voltar contra o Bota. Este, já é experiente, e após boas passagens pelo América acabou no Náutico, onde esteve até o fim de 2009. Suas principais características são a técnica e o bom cruzamento.
Meio de campo
Apesar do desfalque de Vinícius, (mais um) expulso contra o Vasco da Gama, o Resende contará com a volta do volante Beto, recuperado de uma entorse no tornozelo e de Márcio Gomes (ele mesmo!), ex-alvinegro que surgiu como boa promessa de volante mas depois adaptou-se à lateral-direita na campanha da série B do Brasileirão. Beto disputou a segundona estadual pela Portuguesa da Ilha, enquanto Márcio o fez pela equipe do Sendas. A cria do Glorioso tem o cacoete da direita e na chegada do time à frente cobrirá o ala Bruno Leite.
Porém, o principal personagem desse meio de campo é outro nome: o meia-atacante Hiroshi. Em 2009, no vice-campeonato da Taça Guanabara, o Resende contava com o coringa, que era o décimo-segundo jogador da equipe, entrando e marcando gols. Na semifinal contra o Fla, em um chute venenoso, de fora da área, acertou o ângulo do goleiro Bruno. Em 2010, já possui 3 gols no Carioca, revezando-se entre a meia e o ataque. É arisco e comprovadamente perigoso nos tiros de média distância.
Outro possível integrante deste meio de campo é Léo, titular no vice da Taça Guanabara. Joga mais recuado que Hiroshi, mas em caso de modificação para o 4-4-2 podem formar uma dupla de apoiadores de respeito pelo toque de bola e movimentação.
Ataque
Além do já comentado Elias, Fabiano compõe o ataque titular do time do Resende. Já marcou o dele na competição, e não pode deixar de ser observado com atenção. Aos 31 anos, é a voz da experiência no comando do ataque.
Já eliminado de qualquer possibilidade de disputar a semi da Taça Guanabara, o Resende ainda pode chegar à Taça Moisés Mathias de Andrade, dependendo para tanto de suas próprias forças. Pelo elevado nível dos grandes esse ano, talvez seja o maior estímulo para os pequenos, além, é claro, de uma possível vaga na série D do Brasileirão. Tarefa difícil, já que a vontade botafoguense parece estar ressurgindo com força total após o 4×1. Joel veio com tudo, e inflamou o grupo. Com a ausência de Herrera, Caio provavelmente jogue pela primeira vez como titular. Lúcio Flávio já deu sinais de desgaste e o próprio Natalino já estuda as possibilidades. Será que finalmente o óbvio ululante será visto por um técnico no Botafogo!? Assim esperamos!
Decisão é no Maracanã
Com a incrível marca de 12 pontos em 5 jogos – considerando-se um time pequeno – o Madureira é a “bola da vez” entre as equipes de menor expressão do estado do Rio de Janeiro.
A disputa é direta entre Bota e Madura pela segunda vaga do grupo B, no qual o Vasco já se sobressaiu. Contudo, muitos não observaram que as últimas duas rodadas do Tricolor Suburbano são contra os 2 grandes do grupo, o que pelo retrospecto geral da competição significa derrota. Desta forma, mesmo que o Alvinegro não ganhe (pelo menos empate), a chance de classificação ainda é enorme.
Apesar das vantagens, nada melhor do que fazer você mesmo o dever de casa, logo, Fogão, vamos rumo aos 3 pontos na volta ao Maraca!
A equipe
O time do Madureira é mesclado entre jogadores revelados no clube e outros que se destacaram em outros pequenos – campeões e vice-campeões de Taça Guanabara e Rio por times pequenos, como bons atletas que subiram à série A do Estadual como campeões por Resende (2007) e Bangu (2008).
A formação titular é: Renan, Valdir, Edinho, Leandro e Baiano; Rodrigo, Wagner, Bruno e Alex Oliveira; Eberson e Marcelo Ramos. Devido a Eberson ser apoiador de origem, fecha muito mais o meio de campo do que atua ao lado de Marcelo, o que faz o 4-4-2 se tornar um 4-5-1 na maior parte do tempo.
Defesa
O goleiro Renan é cria do clube e remanescente da equipe que conquistou a Taça Rio 2006. Com 26 anos, já fez parte do grupo do Vasco da Gama mas acabou voltando às origens. Com a mesma altura de Loco Abreu, será uma barreira e tanto a ser vencida. Possui como grande característica a elasticidade.
A zaga será formada por Edinho e Leandro. Este, ex-Resende, fez excelente campanha ano passado ao lado de Bruno Meneghel. Na base da marcação dura e justa, procura colar no atacante para não perder na velocidade, seu ponto fraco. Aquele, muito experiente. Revelado no Americano e com passagem recente pelo Mirassol-SP que disputou a primeira divisão do Paulistão, além de campeão da segunda divisão Carioca pelo Bangu, é um zagueiro de muita raça que sabe sair jogando com a bola nos pés.
Os laterais serão Valdir e Baiano. O primeiro, baixinho de 1,69m, acredita que o fôlego privilegiado e as incansáveis subidas em velocidade no apoio são seu forte. O segundo, lateral esquerdo, substituirá o suspenso Nill. Provavelmente não sentirá pressão, pois vinha sendo utilizado como opção no segundo tempo pelo técnico Roy. Aposta na força de seus cruzamentos para encontrar Marcelo Ramos na área.
Meio de campo
Com Rodrigo, Wagner, Bruno, Alex Oliveira e Eberson, é um meio muito forte.
Rodrigo, Wagner e Bruno são jovens jogadores, com idades entre 20 e 22 anos, que são os pulmões que garantem o “trintão” trio ofensivo.
Rodrigo, cabeça de área, deu entrevistas comentando sobre o jogo como “decisão de Copa do Mundo”. Wagner, revelado no clube e passagem pelo grande Figueirense-SC, é o volante de movimentação, que faz a ligação entre a zaga e os apoiadores tricolores.
Bruno, meia ofensivo que é a aposta dos dirigentes, tem inclusive um gol no Carioca, com um belo chute de fora da área. Além desta arma, possui também grande categoria nos passes e lançamentos.
Alex Oliveira e Eberson são os grandes nomes do meio. Alex, andarilho do futebol, é um jogador canhoto de habilidade e chute forte. Teve seu auge no Vasco da Gama, entretanto atualmente vem sendo presença constante na série B do Brasileiro, como o foi em 2008 pelo Vila Nova-GO e em 2009 pelo ABC-RN. Eberson, apoiador que foi destaque do Americano no Estadual passado, é bom nas penetrações das alas para a intermediária, e é quem mais se aproximará de Marcelo. Com tabelas e chutes da entrada da área é uma grande ameaça ao gol de Jefferson.
Ataque
Marcelo Ramos é o centroavante solitário. A partir dos seus 6 gols e pela artilharia provisória do campeonato, vem se saindo muito bem nesse papel. Sobrou na área, é difícil que não marque. Como pivô, abre espaços para a chegada de Eberson e Alex. Com certeza será marcado de perto pela defesa alvinegra.
Vale ainda destacar o atacante reserva Obina, mais magro e veloz que o original. É opção quase certa de entrar no segundo tempo, em que entra para imprimir mais dinamismo ao ataque e rapidez nos contra-ataques.
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De volta ao Maracanã, um estádio cujo gramado é mais largo e extenso que do Stadium Rio, o Botafogo terá espaço para desenvolver seu futebol em busca dos 3 essenciais pontos nesta altura do campeonato. Com um cauteloso esquema com 3 zagueiros, 2 volantes e Lúcio Flávio como único meia, fica difícil o domínio da criatividade. Dessa forma, me parece que a entrada de Caio mudará ou melhorará o toque de bola e o envolvimento ofensivo sobre a zaga do Madureira. À conferir nesta quinta-feira!
Bebeto x Joel
Com Bebeto no comando, o time do América visita hoje o Stadium Rio no duelo contra o alvinegro. Com um punhado de ex-vascaínos, a equipe já está 5 pontos atrás dos principais adversários pelas semifinais do Carioca (Vasco, Bota e Madureira). Dessa forma, com seus 4 pontos, pelo menos está perto da classificação para a disputa da Taça Moises Mathias de Andrade, entre os terceiros e quartos lugares dos grupos A e B.
A provável escalação do América Football Club é:
Roberto; Claudemir, Ciro, Evandro e Gerson; Mael, Júnior, Osmar e Jones Carioca; Adriano e Daniel Morais.
4-4-2
O goleiro é Roberto, ex-Vasco da Gama. Com bons jogos na época cruzmaltina, acabou perdendo espaço por contusão. É um goleiro de ótima estatura (1,93m), que falha nas bolas mais fáceis e agarra as quase indefensáveis.
Claudemir, ex-Vasco, é o lateral-direito. Melhor ofensiva que defensivamente, é suportado pelo esquema com 3 volantes. Gérson é o lateral-esquerdo, campeão com o América da segundona estadual.
A zaga é formada por Ciro (ex-Vasco e Americano) e Evandro, jovem vindo do Novo Hamburgo-RS. É uma zaga forte no jogo aéreo, que se atrapalha um pouco quando o jogo é por baixo.
Destaques para Fábio Braz e Luciano Almeida, ex-Vasco e Botafogo, que apesar da experiência amargam a reserva. Entretanto, serão relacionados para auxiliar com experiência o jovem grupo.
4-4-2
O meio de campo é composto pelo cabeça de área Mael, ex-Paysandu, que fica preso à frente da zaga, e pelos ex-vascaínos Júnior e Osmar, revelações da base que seguem em sua peregrinação por boas atuações e conseqüentes novas chances em times grandes. São dois volantes menos “grossos”, que tem um bom toque de bola e se revezam para ajudar o apoiador nas tramas ofensivas.
O meia é Jones Carioca, revelação do Bonsucesso na série B estadual, com sua velocidade e destemor ao partir para cima dos adversários.
4-4-2
Os atacantes serão Daniel Moraes e Adriano. O primeiro é mais badalado, pela sua partida contra o Macaé na única vitória do América na Taça Guanabara. Com 2 gols, comandou a linha ofensiva alvirrubra e é a maior ameaça ao Botafogo nesta tarde de sábado.
É verdade que encarar Bebeto e Romário talvez fosse mais difícil mesmo hoje em dia, mas o que destaca a dupla de frente atual é a juventude e a vontade de mostrar futebol contra um grande carioca.
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Na estreia de Joel à beira do gramado, o Alvinegro precisa dos 3 pontos para continuar sonhando com a semifinal do primeiro turno. Apesar de ainda enfrentar o Madureira e estar empatado em número de pontos, tem o saldo de gols prejudicado pela goleda diante do Vasco da Gama.
Boa sorte, Natalino!
Derrota trágica. Técnico demitido. Crise no poder. Mesmo com a escolha já concretizada de Joel Santana, não houve tempo para treinamento e o auxiliar Jair Ventura comandará a equipe logo mais. Ruim? Que nada! O jogo ainda vai passar na Globo! Não sei se pela presença de Wright na equipe de transmissão ou por aqueles ternos e gravatas pretos e vermelhos, minhas superstições não me permitem assistir a jogos na emissora. As soluções estão em ver na Band com os comentários apurados de Edmundo ou, para os alvinegros de disposição, comparecer a São Januário mais tarde!
Deixando as bobagens de lado, reclamar mais não vai levar a nada. As fragilidades do time foram expostas, graças a Deus dessa vez bem cedo no campeonato, e a revolta e insatisfação da torcida e dos “cardeais” alvinegros foram disparadas na mídia.
Atitudes? Esperamos que sim. Contratações de jogadores decisivos, e não rebarbas de outros times. Entretanto, o torneio não vai parar enquanto a diretoria diz agir, então é ir com o que temos até onde consigamos. E, assim, iniciamos a quarta rodada do Carioca.
Para não serem acometidos de novo “apagão”, segue ao interino e aos jogadores minha singela contribuição: Decifrando o Adversário, com o antagonista da noite: Tigres do Brasil.
Esquema tático
Auto-denominada pela comissão técnica como ofensiva, a equipe joga no clássico 4-4-2 com um lateral bastante ofensivo (Celico), um “volante-apoiador” (Dênis) e dois meias (Vander e Leandro Chaves). Os prováveis titulares são: Marcos Paulo; Oziel, Gustavo, Zé Carlos e Celico; Leão, Dênis, Vander e Leandro Chaves; Gilcimar e Danilo Santos.
Goleiro
*Marcos Paulo terá um jogo de muito trabalho pela frente. Os torcedores que vem acompanhando o campeonato Carioca devem se recordar da primeira rodada, contra o Vasco, na qual o goleiro “caçou borboleta”. Tendo demonstrado em outros momentos saídas irregulares do gol, abre uma brecha para o Botafogo explorar os cruzamentos a Abreu e Herrera.
Zagueiros
*Zé Carlos, ex-Fluminense, revelado em Xerém, não conseguiu se firmar em nenhum grande clube e acabou no vizinho Tigres. É um zagueiro baixo para os dias atuais (1,81m) e bastante limitado tecnicamente, que mesmo tentando jogar sério e não abusar de firulas consegue volta e meia realizar algumas lambanças.
*A zaga pode ser completada por Pedrão ou Gustavo, que volta após suspensão automática. Também são zagueiros de vigo físico, que poderão ser utilizados para a marcação corpo-a-corpo em ´El Loco´.
*O nosso (infelizmente) conhecido Oziel é mais um da série “Ex-jogadores de times grandes”. Jogando na lateral-direita e esquerda, é o “quebra-galho” do elenco. O atleta ainda consegue realizar alguns espasmos de boas jogadas, mas é acometido de uma irregularidade tremenda, que o impediu de dar certo na carreira.
*O lateral esquerdo que estará em campo logo mais é Celico, ex-Marcílio Dias, que é melhor na parte ofensiva. Contudo, com a presença de Herrera tentando aproveitar os espaços deixados à retaguarda, deve ficar mais preso no duelo.
Volantes
Serão Leão e Dênis, respectivamente cabeça-de-área e segundo volante.
*Com 1,83m de altura e 80 kg, Leão é o tanque defensivo do Tigres do Brasil. Sempre com muita pegada e jogo limpo, atuou em todos os 270 minutos da competição sem ser punido com cartão.
*Dênis é um volante que sai mais para o jogo, e para tanto conta com o suporte de Vander. Com 1 gol marcado e 1 mal anulado contra o Vasco, é bastante perigoso em suas subidas à frente e para iniciar contra-ataques.
Meias
*O meia Vander (ex- Cruzeiro, Ituano e Oeste-SP) é a grande liderança dentro de campo. Com a experiência de seus 35 anos, destaca-se pelos bons passes e jogará para botar o trio ofensivo para correr.
*Aos 25 anos, Leandro Chaves alia boa marcação à habilidade. Embora seja canhoto, o jogador também chuta bem de fora da área com a perna direita. A boa característica de finalização fez com que o jogador somasse oito gols na temporada turca 2008-2009 pelo Akaraguçu. Como integrante ativo do elenco do Duque de Caxias que obteve sucesso na série B do Brasileiro, volta bem credenciado à equipe pela qual disputou o Estadual de 2009.
*No banco de reservas, destaque para o décimo-segundo jogador Clayton, que foi outro dos numerosos atletas disponibilizados ao Duque de Caxias para a segunda divisão nacional, e que geralmente entra para renovar o gás do meio quando Vander esgota-se fisicamente. O elenco conta também com o meia Igor (ex-Fla e Coritiba), cuja fase é tão ruim que amarga a segunda opção de reserva da posição.
Atacantes
*Gilcimar é o principal atacante da equipe até o momento, com 2 gols. Na base da garra e do oportunismo, não desiste nunca de um lance, e a seu favor terá a desarrumada e abalada defesa alvinegra. Foi também o artilheiro do Tigres no Carioca de 2009, com 7 gols, mais um sinal de que é mais do que um centroavante com bom início de campeonato.
*Danilo Santos é um atacante em que a diretoria deposita muita confiança. Vindo do Criciúma e com passagens por Figueirense, São Caetano, Vila Nova, é bastante rodado apesar dos poucos 24 anos. Com 2 gols em seu primeiro jogo-treino pela equipe, contra o Tupi-MG, falta deslanchar quando o jogo vale de verdade dentro das quatro linhas.
*Vale apresentar ainda o centroavante Gilberto, ex-Treze-PB, outro destaque da pré-temporada do clube de Xerém, e que já teve, como Dênis, 1 gol mal anulado no Estadual.
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O elenco do Tigres do Brasil é complementado por jovens jogadores que foram campeões estaduais de juniores, como o atacante Jeffinho. Com uma boa estrutura de treinamento, como o estádio de Los Larios, é um pequeno que tem potencial, mas que não consegue manter um bom time e entrosamento por estar nas mãos dos empresários que financiam a própria existência do clube.
No jogo contra o outro time grande do grupo, do qual sofremos a goleada histórica, perdeu de 1×0, com gol roubado contra e 2 gols feitos mas mal anulados, ou seja, é abrir os olhos pois o momento do Botafogo é mais negro do que branco.
Bem vindo, 2010!
Alvinegros, demos boas vindas ao Cariocão 2010! Obviamente, nós, botafoguenses, só queremos uma coisa: chegar à final para ganhar. Aqui vão alguns motivos: em caso de título rubro-negro, deixaremos de ser os únicos tetracampeões cariocas; na hipótese de mais um vice-campeonato, conseguiremos a proeza de ultrapassar o Vasco “vice de novo”.
Com as contratações até o presente momento, é possível já termos uma certeza: raça e suor não vão faltar em campo: o argentino Herrera e o uruguaio Loco Abreu vêm para injetar mais garra, malandragem e a disposição típica dos jogadores desses países latinos. E mais uma boa notícia: são “gringos” conhecidos tanto de nome quanto de qualidade, bem diferente das decepções Zárate e Escalada.
Na primeira rodada, encararemos a possível segunda força entre os menores, só ficando atrás do Duque de Caxias, que vai para o segundo ano na Segundona nacional: o Macaé Esporte Futebol Clube, recém-alçado a participante da Série C do Campeonato Brasileiro.
Ao todo, 11 jogadores foram contratados para a temporada. Os últimos a serem apresentados foram os zagueiros Ricardo e Tales, o lateral-direito Fred, o meia Amaral e o atacante Adão. Dos cinco atletas, apenas Fred está vestindo a camisa do Macaé pela segunda vez. O lateral, que veio do Quissamã, também fez parte do grupo no Carioca de 2009. Ainda do Quissamã veio o atacante Adão, artilheiro da sua antiga equipe no Estadual da Segunda Divisão de 2009, com 10 gols. Ele teve ainda uma passagem pelo Madureira.
Para a defesa, o Alvianil contratou dois jogadores, apesar de André e Otávio formarem a dupla de zaga titular contra o Botafogo. Os reforços são Ricardo e Tales. O primeiro defendeu o Madureira no Carioca de 2009 e o Nacional/AM na Série D do Brasileiro. Já o segundo foi campeão Brasileiro da Série C pelo América/MG em 2009.
Por enquanto, o Macaé , em seu time titular, é montado por várias peças que tiveram passagens pelos grandes do Rio mas que não vingaram, como é corriqueiro encontrar nos clubes pequenos no Campeonato Estadual. Em um esquema 4-4-2, mas que mais parece um 4-3-1-2, é um time mais defensivo que ofensivo, com o qual um empate contra o Botafogo já seria considerado uma vitória. A escalação provável é: Lugão; Thiago Maciel, André, Otávio e Bill; Gedeil, Da Silva, André Gomes e Diego; Anderson e Fernandão.
Vamos à análise de cada setor da equipe norte-fluminense:
Defesa
Os mais “famosos” são Lugão, Thiago Maciel e nosso “grande” Bill.
Lugão teve importante passagem pelo Volta Redonda em 2005, onde se destacou e chegou a integrar o elenco do Fluminense, no qual foi pego em um caso de doping. Com o glorioso ano de 2009 no qual subiu com o Macaé para a Série C, quer mostrar no ano de 2010 que teve mais que uma boa fase em sua carreira.
Thiago Maciel é lateral direito, que concorre com Fred pela titularidade. Revelado pelo Vasco, foi uma das boas promessas que não decolaram. Tem como principais características a velocidade e a subida aguda nas tabelas em direção a gol.
A dupla de zaga, André e Otávio, é bastante rodada no futebol. São zagueiros que apostam no vigor físico e na seriedade, além da boa estatura. Seu entrosamento vem desde o Brasileirão, em que atuaram juntos na maioria das partidas.
Bill, velho Bill, é o lateral esquerdo do Macaé. Busca compensar seu baixo tamanho com velocidade no apoio e nos contra-ataques. Entretanto, não são raras as vezes em que se atrapalha com a posse de bola, além de na defesa deixar a desejar.
Meio de Campo
Possui um autêntico ferrolho na intermediária, pelo menos em teoria. Formado por 3 volantes e um lateral esquerdo improvisado, é mais “vontade” que qualquer outra coisa. Gedeil, ex-Botafogo, Da Silva, ex-Flamengo e Vasco, e André Gomes, ex-Flamengo e América, sempre foram ao longo de suas carreiras autênticos cães de guarda, com pouca capacidade de criação. André é quem chega mais a frente, para auxiliar Diego, ex-Vasco, e quem mais se aproxima de “cabeça pensante” do meio de campo.
É importante atentar também ao apoiador Victor Hugo, que entra constantemente no segundo tempo para dar mais mobilidade ao time e opções para jogadas com a dupla de frente.
Ataque
Setor mais jovem da equipe, formado por Anderson e Fernandão, de 21 e 22 anos, respectivamente. Além do citado Adão, que fica como opção, possui ainda Laio, atleta alvinegro, que além de ainda não estar 100% física e tecnicamente por ter se apresentado depois dos companheiros, possui cláusula no contrato pela qual não pode enfrentar o Botafogo.
Anderson é da base do Macaé, e foi artilheiro do time na série D 2009, com 5 gols, inclusive um no primeiro jogo da final contra o São Raimundo. Pode jogar mais centralizado, mas com a presença de Fernandão, atacante de área, cai pelas pontas e busca mais o jogo.
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Pode-se esperar, na primeira partida oficial do ano para os alvinegros, um jogo muito truncado, em que o Macaé tentará aproveitar-se do desentrosamento botafoguense. Esta será uma oportunidade de ouro para Jorge Luiz, sem a pressão de uma estreia no Engenhão, e para observarmos os contratados Antônio Carlos, Marcelo Cordeiro e Herrera.
Que soe o apito, e seja dado o pontapé inicial nos gramados do Rio de Janeiro em 2010!
É a última partida do campeonato, uma decisão. É matar ou morrer. Como em uma peça, é o desfecho, o clímax, que deixará alguns espectadores tristes e outros em êxtase.
O adversário é o Palmeiras, um time que precisa ao menos de um empate para se garantir na Libertadores, e que com uma vitória é candidato real ao título. Após seguidas rodadas ruins, com duas derrotas e dois empates, uma vitória deu novo ânimo ao alviverde paulista: 3 a 1 frente ao Atlético-MG, com retorno de Cleiton Xavier, fim do jejum de Vágner Love e golaço de primeira do meio de campo de Diego Souza.
Com um 4-2-3-1 bem encaixado, a atuação palmeirense foi convincente e fará com que a torcida lote o Setor Sul do Stadium Rio em busca da conquista nacional.
Apesar disso, do outro lado, ou melhor, nos cinco distintos setores do estádio, a nação alvinegra em massa lutará por um ideal menos glorioso mas fundamental em nome de sua honra: a permanência na primeira divisão.
A partir de uma vitória simples, o Botafogo já estará garantido na série A. Se empatar, torce para um resultado positivo do tricolor carioca no Paraná. Mais que 11, serão 38 mil alvinegros na defesa de suas cores, de seu manto, de sua vida.
O Adversário
Como citado, o time do Palestra Itália vem para o Rio de Janeiro no esquema 4-2-3-1: Marcos, Figueroa, Maurício Ramos, Danilo e Armero; Pierre e Edmílson; Cleiton Xavier, Diego Souza e Deyvid Sacconi; Vágner Love.
Defesa
*Marcos, o goleiro do penta da seleção brasileira, já era quase dado como aposentado no início do ano pelas seguidas lesões. Entretanto, finaliza o campeonato em grande fase. São 72 defesas difíceis em 34 partidas, média de 2,1 por jogo.
*Em 12 jogos, Figueroa conquistou uma posição de difícil titularidade na equipe paulistana, a lateral direita. Com 4 assistências e 1 gol, destaca-se pelos cruzamentos bem colocados.
*Armero é o outro ´gringo´ dentre os titulares. Combativo (foram 48 roubadas de bola em 28 partidas, conquistou a torcida com sua disposição e raça durante o jogo todo pelo lado esquerdo do campo.
*A jovem zaga alviverde, formada por Maurício Ramos (ex-Coritiba) e Danilo (ex-Atlético-PR), é a mesma do primeiro turno. São zagueiros de técnica e fortes ofensivamente. Danilo tem 4 gols e Maurício 2, geralmente em cobranças de escanteio, insistentemente treinadas por Muricy Ramalho.
Meio de campo
*Pierre e Edmilson comporão a cabeça de área: o volante que chegou a ser convocado para a seleção antes da contusão, com a maior média de roubadas de bola da competição (3,55 por jogo), e o ex-jogador do Barcelona e mais um integrante do penta mundial brasileiro, que com a experiência e tranquilidade tenta superar uma fase abaixo da média de sua carreira.
*Cleiton Xavier, Diego Souza e Deyvid Sacconi: o maestro, o meia-atacante e a jovem revelação.
Cleiton é o maior garçom do campeonato, com 14 assistências. Diego é o diferencial pela qualidade do chute e força física, e possui 8 gols e 6 assistências. Deyvid é o menino habilidoso e de bom toque de bola, com 2 feitos e 2 passes para gol.
Ataque
*Vágner Love é o que representa Adriano para o Flamengo; ídolo que volta ao Brasil em nome do amor ao clube e de recuperar o prazer de jogar bola. Após desentendimentos por supostas saídas noturnas (qualquer semelhança com o atacante rubro-negro não é mera coincidência), chegou a sofrer agressões de torcedores. Fará de tudo para provar seu amor e sua vontade de honrar a camisa, e sua velocidade, colocação e chute preciso são de extremo perigo se estiver em dia inspirado.
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Como em todos os nossos desafios, nada se consegue com facilidade, por isso chegamos a última rodada na situação difícil de ver e de viver.
Não há mais o que dizer, não há mais com o que se desculpar. Noventa minutos nos separam do alívio ou da desolação, mas independentemente da situação pós-decisão, o que todos os botafoguenses querem para o ano que vem já é um recado bem conhecido pela diretoria: um bom planejamento e um time que honre nossa História e glória.
Penúltima rodada do campeonato. A Arena da Baixada será mais caldeirão do que nunca. Suportar a pressão dos 15 minutos iniciais e deixar a torcida impaciente são o primeiro ´ingrediente´ para o sucesso na batalha. É jogar com o coração na ponta da chuteira, e inspirar-se na vitória emocionante sobre o líder do Brasileirão rodada passada. Schwenck e Ricardinho já nos livraram do rebaixamento há 5 anos atrás no mesmo lugar. Por que não hoje de novo?
O Adversário
A provável escalação é: Gallato; Nei, Rodolpho e Bruno Costa; Wesley, Valencia, Rafael Miranda, Paulo Baier e Márcio Azevedo; Marcinho e Wallyson. Vamos à análise individual:
Defesa
Goleiro
Gallato é ídolo da torcida e desde a ´Batalha dos Aflitos´, no qual deu o acesso à série A ao Grêmio, não enfrenta desafio tão grandioso quanto esse, de livrar sua equipe de um lugar o qual conhece muito bem.
Zagueiros
Nei é o zagueiro pela direita. É a segurança para o ofensivo “ala-meia” Wesley, pois conhece o setor direito por sempre ter atuado como lateral, e apesar de ficar preso atrás, sabe apoiar se assim for a demanda do time durante o jogo.
Bruno Costa é o defensor pela esquerda, e dá sustentação aos avanços de Márcio Azevedo.
Rodolpho é o líbero. Bom nas antecipações e nas jogadas aéreas, arrisca subidas ao ataque com seus bons passes e técnica.
Meio de campo
Alas
Wesley e Márcio Azevedo (Alex Sandro).
No jogo da Sul-Americana no Engenhão, Wesley atuou como um legítimo meia-atacante, e deu trabalho a Alessandro, em cima do qual realizou uma jogada de efeito que concluiu com perfeição em um chute indefensável. Se atuar mais recuado, melhor para o Bota, afinal seu forte é o apoio. O ideal é Estevam prendê-lo atrás colocando Ricardinho ou Renato a suas costas. Caso jogar mais avançado e Paulo Baier ou Rafael Miranda na ala, é dar a Fahel ou Leandro Guerreiro a missão de vigiá-lo de perto.
Márcio Azevedo volta de contusão que o deixou fora por meses do time. Alex Sandro é a opção caso não esteja ainda 100%. São alas bastante ofensivos e combativos na marcação.
É o setor ´termômetro´ do Furacão. Se os alas estiverem em bom dia, abrir a marcação botafoguense será mais fácil e permitirá ainda as tabelas pelo miolo da zaga.
Volantes
Os volantes que entrarão em campo serão o colombiano Valencia (ex-América de Cali-COL) e Rafael Miranda (ex-Atlético-MG).
Valencia é um cabeça de área de grande poder de desarme, mas que por excesso de vitalidade comete também muitas faltas. Se formos a campo com 3 volantes, certamente “colará” em Lúcio Flávio a fim de detonar as tramas ofensivas do Alvinegro.
Rafael Miranda é o segundo volante. Dotado de mais técnica que o companheiro, é quem faz a bola rodar de uma ala à outra e também ao meia de ligação. Como já atuou improvisado pela ala direita, cobre o flanco nas subidas e deslocamentos de Wesley.
Meias
Paulo Baier e Marcinho. Enquanto o primeiro cumpre uma função ao mesmo tempo de combate e de ser o cérebro da equipe, por meio de lançamentos precisos, cobranças de bola parada e chutes perigosos, Marcinho deverá ter mais liberdade para a aproximação a Wallyson pelas pontas do campo ofensivo atleticano.
Atacante
Wallyson será o único atacante de origem em campo, uma jovem revelação que veio do ABC-RN. Rápido e habilidoso, só precisa de mais rodagem para se firmar.
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Ficando 3 pontos a frente do Furacão e com o confronto na última rodada entre Coritiba e Fluminense, o Botafogo poderá trabalhar com mais tranqüilidade e ficar no seu lugar de direito: a primeira divisão.
A semana de treinamentos foi longa, o dia do jogo demorou a chegar, mas finalmente estamos aqui, neste domingo decisivo. O jogo é certamente o mais importante da rodada, pois pode mudar ou estabelecer a liderança e uma nova zona de rebaixamento. Vendo Túlio e Wágner conversando no gramado do Engenhão, relembrei-me dos tempos de 1995, quando éramos os ´que estavam lá em cima´. Após cair no início da década para a Série B, novamente nos deparamos com a porta deste indesejado destino.
É muito difícil que uma equipe que ganhe três jogos seguidos repita a atuação lamentável do último domingo. Se o elenco pede que a torcida vá em “qualidade”, o que pedimos é o máximo de disposição, de vontade em campo. E é com esse espírito, com esse anseio pela vitória, que hoje estaremos em nossa casa e seremos o décimo segundo jogador na luta pela dignidade alvinegra.
Não tem sol, não tem chuva, não há fenômeno da natureza que seja obstáculo para os 11 que defenderem a Estrela Solitária durante cada um dos 90 minutos!
O Adversário
Goleiro
Rogério Ceni, ´o reclamão´, voltou. Mais uma vez, tentativas de apitar o jogo serão constantes, e é bom os jogadores do Glorioso não se deixarem intimidar e que também “batam papo” com o juiz. A fratura no tornozelo é passado, e apesar das observações realizadas por este colunista quem vos escreve, não se pode negar que é um líder nato e que em grandes decisões como hoje, cresce.
Zagueiros
Renato Silva é um zagueiro incansável, ágil e por vezes “atrapalhado”. Talvez seja por ali que Jóbson deva atuar, aproveitando-se de sua habilidade e de possíveis falhas do defensor adversário, além das dificuldades do ala direito atrás.
Miranda sairá da esquerda para a posição de líbero e, como zagueiro mais técnico do elenco, substituirá André Dias na sobra das jogadas.
Richarlyson é quem entra pela esquerda, na zaga, e apesar da baixa estatura é um grande ladrão de bolas e marcador persistente. Além disso, tem capacidade para ser um coringa na transição defesa-ataque, promovendo variações do 3-5-2 para o 4-4-2 e trabalhar com Junior Cesar pela esquerda.
Alas
Adrian González é o ala direito, e vem demonstrando qualidade na chegada à linha de fundo, com bons cruzamentos e lançamentos. Entretanto, não é tão bom na marcação, e deixa espaços a suas costas.
Júnior Cesar é conhecido da torcida alvinegra. Veloz e agudo, quando sobe é sempre um perigo na criação de oportunidades. Atrás, vem aprendendo a ser um melhor marcador.
Meio de campo
É o termômetro são-paulino. Sem Jean e com Zé Luis voltando de contusão, jogarão Arouca, Hernanes e Jorge Wagner.
Considerando que os três jogadores já atuaram tanto como volantes quanto apoiadores, o que será visto dentro das quatro linhas é um meio de campo bastante dinâmico, pautado por ofensividade, qualidade no passe e rápida recomposição da marcação.
O ideal é Estevam querer jogar também, escalando mais um apoiador ao lado de Lúcio Flávio, a fim de evitar uma possível marcação individual e minar o setor de criação botafoguense. Três volantes como Leandro Guerreiro, Fahel e Léo Silva vão 100% contra nossa necessidade fundamental de vitória.
Ataque
Marlos jogará como ponta de lança, posição na qual surgiu para o futebol no Coritiba, ano passado. No São Paulo, ainda não obteve o sucesso esperado, e a torcida crê que ele tenha sentido o ´peso´ da camisa. Contudo, quer mostrar seu talento e que pode seguir no Tricolor em 2010.
Washington seguirá como único atacante titular em campo. Apesar desse fato, sozinho, já fez mais gols que Reinaldo e Jóbson juntos nesse Brasileirão. Como Val Baiano, é um centroavante menos técnico mas fatal. Com os 2 gols em chutes de primeira do atleta do Barueri, espera-se que Juninho e Wellington tenham aprendido e que não deem espaço ao centroavante do oponente nem por baixo muito menos pelo alto, já que gols de cabeça são a especialidade do ´Coração de Leão´.
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Juninho, calibre seu pé para suas excelentes cobranças de falta de longa distância.
Lúcio Flávio, faça lançamentos como em seus melhores dias, e na entrada da área, o chute preciso é seu.
Jóbson, que você esteja endiabrado e infernize a defesa adversária.
Reinaldo, que a presença de Túlio Maravilha no Engenhão durante a semana o inspire a ser o matador que tanto precisamos.
Enfim, jogadores do Botafogo, façam valer a nossa História, e lutem, mas lutem MUITO, porque estamos com vocês!
Decifrando o Adversário - Barueri
Maldita ´mala branca´
Diferentemente do primeiro turno, Fernandinho não estará presente, o que torna a bem montada equipe do Barueri mais “marcável”. Contudo, um time que parecia desestimulado inflou-se de vontade para fazer valer a qualidade do grupo, e não deixará de lutar em nenhuma partida.
Segundo o nosso técnico Estevam Soares, o tempo que passou dirigindo a equipe do interior paulista lhe possibilitou conhecer as individualidades de cada jogador, o que certamente pode ser útil a nosso marcadores – Thiago Humberto e Márcio Careca serão observados de perto – mas no momento da partida há um algo mais, o imprevisível, com o qual cada atleta diferenciado consegue sobressair-se sobre os outros. Por isso, se há vantagem, ela é puramente teórica.
Goleiro
*Com a poeira baixando, Renê deve retornar ao gol. ´Mala branca´não é de hoje, mas falar menos não custa nada. Com 51 defesas difíceis contra 42 gols sofridos (em 31 jogos), é um goleiro que ajuda mais que atrapalha debaixo do travessão.
Zagueiros
Com a suspensão de André Luis, o trio de zaga deve ser formado por Daniel Marques, Leandro Castan e Xandão.
*Leandro Castan é o zagueiro de mais técnica e melhor no desarme. São 60 nesse quesito ao longo do Brasileirão. É o líbero.
*Xandão é um zagueiro´rebatedor´. Na altura de seus 1,93m, joga duro e não tem vergonha de dar chutão. Obviamente também seu jogo aéreo é muito forte. É o zagueiro pela esquerda.
*Daniel Marques é a outra “torre gêmea”. Sem André (1,92m), Daniel com 1,90m substitui bem no quesito bolas pelo alto. É o zagueiro pela direita.
Alas
*Márcio Careca e seus números: são 31 partidas, com 55 finalizações (2º lateral no quesito), dentre as quais 6 resultaram em gol, além de 7 assistências (3º no geral). Defensivamente, foram 64 roubadas de bola (2º melhor do campeonato). Precisa falar mais alguma coisa!?
*Bruno Ribeiro tem estatísticas muito mais modestas que seu companheiro de ala pelo lado oposto do campo, o que pode ser explicado pela sua função tática: com a liberdade dada a Márcio, cabe a Bruno um papel mais defensivo, de cobertura e fechamento de espaços.
Meio de campo
*Ralf é o cabeça de área do time, cujo nome vem sendo bastante comentado na mídia como já negociado com o Corinthians; joga um futebol simples e sério, e com 61 desarmes em 32 jogos é o Leandro Guerreiro do clube azul-marinho, vermelho e branco.
*Ewerton é o segundo volante no 3-5-2, apoiador de origem; é o jogador que mais cai pela direita e tenta ´desentortar´ a distribuição espacial dos jogadores, que naturalmente pelas qualidades individuais é maior pela esquerda (com Márcio e Thiago Humberto). Com 3 gols, 4 assistências e seus 25 anos é um destaque menos badalado pela imprensa mas dos mais importantes para o time.
*Thiago Humberto certamente é o atleta mais badalado do elenco desde que Fernandinho machucou-se. Canhoto, alia velocidade, técnica e precisão no chute e com a lesão do companheiro está jogando praticamente como um segundo atacante, sua posição nas divisões de base. É o cara a ser marcado.
Ataque
*Flavinho é um meia direita de velocidade e de muita raça. Realizará uma espécie de revezamento com Thiago Humberto no ataque. Com 2 gols e 2 assistências em 17 partidas, foi quem melhor conseguiu adaptar-se ao bem arrumado esquema.
*Val Baiano, o ´homem da mala branca´, aparentemente volta do afastamento por falar demais. Com o mesmo estilo de Pedrão, é o homem de área – o único lugar onde faz alguma coisa mesmo - que ganha na colocação, chutes e cabeceios fatais. Com a bola nos pés, foram 38 chutes em 24 jogos, com 12 gols marcados.
Decifrando o adversário: Coritiba
Após despacharmos o Náutico em casa, recebemos hoje mais um adversário direto na luta contra o rebaixamento. E mesmo que tenhamos vencido o Inter fora na última rodada e que os outros resultados não tenham sido favoráveis, desta vez é a nossa chance. Náutico e Sport já perderam suas respectivas partidas pela atual.
A luta é para sair da posição incômoda da “vizinhança” da zona de rebaixamento e, para isso, os 3 pontos são fundamentais para ambas as equipes.
O Adversário
O Coxa Branca deve vir para o duelo contra o Glorioso com o mesmo esquema das últimas partidas: 4-4-2, que é a distribuição em campo na qual o time vem agradando mais a Ney Franco.
Mesmo com os de desfalques do zagueiro Jéci (líder da defesa), Rodrigo Heffner (o lateral-apoiador e suas 6 assistências ) e Carlinhos Paraíba (o motorzinho do time), a equipe do Paraná ainda estará forte. Com um meio de campo veloz e ataque titular, o perigo é o contra-ataque.
São três partidas invictos, mas também há 8 partidas não vencem no Rio de Janeiro contra os alvinegros. Buscam uma “vaguinha” na Sul-Americana, mas com 41 pontos enquanto o time da casa tem 38, uma derrota pode significar mais perigo pela aproximação do Z-4.
Setor a setor
Defesa
O goleiro Vanderlei (ex-Paranavaí-PR) vem sendo um bom destaque do Cori na temporada. Sua altura de 1,95m não diminui sua agilidade. Após passar um período ausente por contusão, retomou a posição de Édson Bastos, e aparentemente não sentiu a falta de ritmo de jogo.
Nas laterais, enquanto no primeiro turno jogaram Rodrigo e Douglas Silva, entrarão em campo Ângelo e Luciano Amaral.
Ângelo chega de uma temporada frustrante na Grécia, onde não recebeu o que lhe havia sido prometido em termos salariais, mas com um bom currículo anterior: dois anos no Paraná Clube, mais um pelo Inter e outro pelo Cruzeiro. Seu maior forte, diferente de Rodrigo Heffner, é o cruzamento e não a velocidade e o corte pelo meio. Como bate bem na bola, também é um bom cobrador de faltas.
Luciano veio do futebol português, e se diz um jogador versátil. “A minha característica é a que o treinador pedir. Se ele pedir para apoiar eu apoio e se pedir para defender vou defender”, relatou na chegada ao clube. Já teve passagens pelo nordeste e pelo sul do Brasil. Com 5 finalizações e 12 desarmes em 8 jogos, é uma boa opção pela esquerda.
A zaga, será formada pelo volante Dirceu (revelado no clube), improvisado no setor e por Pereira (ex-Grêmio e Santos). O meio-campista é mais técnico e tem melhor toque de bola, enquanto Pereira apresenta como forte o jogo aéreo tanto atrás como no ataque.
Meio de campo
Jaílton (ex-Fla e Flu) é o cão de guarda da defesa do alviverde. Faz de cabeça-de-área a terceiro zagueiro, e apesar da reconhecida limitação técnica tem sido um bom defensor, com 45 roubadas de bola no Brasileirão-09.
Pedro Ken, mais uma revelação do Alto da Glória, é um jogador polivalente, que defende e apóia com igual vigor físico e velocidade no toque de bola. Deve jogar mais a frente, já que Leandro Donizete - o volante “carregador de piano” que estava afastado por contusão – está de volta.
No lugar de Carlinhos Paraíba, a vaga é de Renatinho (mais um prata da casa!), apoiador rápido que é quase um terceiro atacante, mas que sabe compor a marcação na saída de bola adversária – seus 30 desarmes mesmo sendo um reserva são prova disso.
Ataque
Certamente o setor mais perigoso.
Marcelinho Paraíba, o cobrador de pênalti, falta, cruzamento, escanteio e acima de tudo artilheiro da equipe na competição, é a peça fundamental da engrenagem do Coritiba. São 5 assistências e 13 gols no campeonato.
Ariel, centroavante argentino, também canhoto como Marcelo, é bom cabeceador, chuta com bastante potência, e é forte fisicamente como Adriano. Que a nossa zaga tenha aprendido a lição com o último clássico e saiba encarar um jogador com essas características. Autor de 6 gols, não pode ser deixado sem uma marcação corpo a corpo, porque se deixá-lo dominar com facilidade ele “atropela” a defesa.
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Batalha 2 de 6, força para a terceira vitória seguida!
Bom dia, amigo botafoguense.
A coluna de hoje retrata uma das seis “guerras” que serão os jogos até o fim do campeonato. E essa será uma das mais duras: o Internacional, no Beira-Rio. Se acham a tarefa difícil, ainda há mais motivos para preocupação: Alessandro, Renato, Reinaldo e Jônatas estão suspensos. Dos três, apenas o segundo não começara de titular contra o Náutico, rodada passada. Em compensação, Lúcio Flávio volta ao time(o que para alguns torcedores não é tão bom assim). A maior lembrança que tenho do confronto é o Brasileiro de 2007, no qual vencemos fora, com direito a um golaço por cobertura de André Lima. Que isso se repita logo mais! Mas vamos a nosso objetivo maior, o estudo do adversário.
O Adversário – Internacional
Defesa
O goleiro é Lauro, que está longe de ser unanimidade no clube. Alternando boas atuações com algumas defesas (ou “frangos”) bizarras, são 27 jogos como titular e apenas 26 defesas difíceis, o menor número entre todos os goleiros titulares da série A.
A defesa será formada por 4 zagueiros de origem e apenas um lateral de ofício. Pela falta de boas opções de lateral direito no mercado não só brasileiro, mas mundial, o Inter segue uma tendência europeia: a de colocar zagueiros nas laterais.
Dentre as opções táticas de Mário Sérgio, eis os possíveis cenários:
• Um 4-4-2 com uma linha de 4 zagueiros atrás, na qual Danilo Silva fecharia o flanco direito e Fabiano Eller o esquerdo, com Bolivar e Índio como dupla de área, e Kléber como mais um meia ao lado de D´Alessandro;
• Um 4-4-2 com a saída de Danilo e a colocação de Bolívar como lateral direito, Kléber lateral esquerdo e Andrezinho como o outro meia;
• Um 3-5-2, com Kléber como ala esquerdo ofensivo e Danilo como um ala mais preso pela direita.
Meio de campo
De qualquer forma, o meio de campo colorado terá como base Sandro – cabeça de área que vem sendo presença constante na lista de Dunga, Guiñazu – volante símbolo de raça e maior ídolo dos gaúchos, e D´Alessandro –meia armador que apesar do gol no clássico contra o Grêmio vem sofrendo bastantes críticas, por uma certa displicência e suposta falta de interesse nos jogos. Todos os três tem qualidade no toque de bola e municiarão a dupla de atacantes com lançamentos , cruzamentos e penetrações pelo meio. Quanto ao posicionamento defensivo, Sandro fecha pelo lado direito e Guiñazu pelo esquerdo, fazendo a cobertura dos alas do esquema. Andrezinho, se titular, jogará como um apoiador mais centralizado, e D´Alessandro ocupará a meia direita, com Kléber chegando constantemente pela esquerda.
Ataque
O ataque do Inter será formado por Alecsandro e Alan Kardec. Dois centroavantes, um que vem como artilheiro do clube no Brasileirão, com 12 gols, e deve ter mais liberdade para sair da grande área, enquanto outro que acaba de voltar do Mundial Sub-20, no qual foi o artilheiro da seleção, e que possui como principal característica o forte jogo aéreo. Com isso, Taison fica no banco de reservas, o que seria uma espécie de castigo para a revelação, que está em fase muito abaixo da do início do ano em que era reconhecido pelos dribles e faro de gol.
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Após a vitória contra o Náutico, três pontos nos afastam do Z-4. Muito pouco, já que temos menos número de vitórias que os adversários logo abaixo de nós. Arrancar um empate fora de casa já seria um excelente resultado, pois nos manteríamos fora da zona dos quatro últimos e com a partida posterior em casa, contra o Coritiba.
Bom jogo, pessoal!
Decifrando o Adversário - Flamengo
É hoje, o desafio do Estádio Olímpico! Após sermos impedidos de exercer o mando de campo na casa alvinegra e muita discussão sobre segurança e infra-estrutura, a lógica venceu. Pode ´Botafogo x Vasco´ e ´Botafogo x Fluminense´, por que contra o Flamengo não poderia? Com o fechamento do Maracanã, onde seriam disputados os duelos entre os grandes cariocas? Morumbi!?
O Adversário
A equipe rubro-negra há 9 jogos não sabe o que é derrota.
Após a queda de técnico, Kléberson e Juan lesionados, Emerson “Sheik” voltando para o Oriente Médio, nenhum torcedor em sã consciência poderia acreditar em algum objetivo maior na competição.
Entretanto, foi nesse momento que entraram em ação o “dado como aposentado” Petkovic e o “dado como desvirtuado da carreira” Zé Roberto.
Variando de um 4-3-1-2 a um 4-4-2, o Fla finalmente se livrou do esquema altamente dependente de seus alas e de três zagueiros.
Defesa
O goleiro é Bruno. Sempre sortudo contra o Botafogo, hoje encara um estádio abençoado pela estátua do grande Nilton Santos. Não vinha em sua melhor temporada até a subida do clube na tabela, que parece o ter influenciado positivamente: nas 9 rodadas anteriores foram apenas 4 gols sofridos.
Léo Moura e Juan passaram de protagonistas a coadjuvantes dos titulares. E são mudanças que não lhes fizeram mal, afinal como laterais de verdade agora também tem mais preocupação com a marcação, além do já conhecido poder ofensivo: juntos, são 8 assistências e 4 gols no Brasileiro.
Se há um setor com que os rubro-negros estão preocupados, é a zaga. Angelim, a segurança da retarguarda, está suspenso e não joga. Álvaro voltou a sentir o joelho. Dessa forma, a dupla será formada por Aírton e Fabrício: o volante improvisado como zagueiro central e o inexperiente quarto zagueiro recém-chegado da seleção sub-20. Individualmente, chegaram a conquistar alguns fãs na torcida, mas a falta de entrosamento pode ser um convite às tabelas pelo miolo de zaga e aos lançamentos em caso de formação de linhas de impedimento pela defesa.
Os volantes podem ser dois ou três, o que também pode ser decidido por Andrade devido ao esquema de Estevam, com dois ou três atacantes. De qualquer forma, são três jogadores para dar liberdade à perigosa linha de frente vermelha e preta. A formação deverá contar com Maldonado, Toró e Fierro (Lenon). O ponto positivo ao Botafogo é a ausência de Willians, o ladrão de bolas do campeonato, com 72 desarmes. Porém, o reforço Maldonado já caiu nas graças dos torcedores, e com sua experiência pode comandar o meio e dividir essa tarefa com Toró.
Lennon seria mais um atrás, para dar mais consistência e maior pegada. Já Fierro é terceiro homem de meio de campo, tem boa saída pelo lado direito, e apesar da maior ofensividade também ajuda na marcação. Vejamos mais tarde a opção do treinador!
Ataque
A inclusão de Pet na linha ofensiva é exclusivamente para destacar seu papel na organização do ataque do time da Gávea. Com 6 gols e 4 assistências no campeonato, muitos desses feitos nas últimas partidas, tem sido o diferencial da equipe. Corre, lança, bate falta, escanteio – fez até gol olímpico no último jogo – chuta com qualidade e até marca. Pet está em uma fase tão grandiosa como a que teve no tri carioca sobre o Vasco no início dos anos 2000. Olho nele, Leandro Guerreiro!
Zé Roberto, ex-alvinegro, de quase descartado para o elenco no ano que vem passou à peça importantíssima ao lado do sérvio. Com a mesma velocidade e habilidade dos tempos de General Severiano, melhorou também suas conclusões. Resta saber se os lampejos não se alternarão com as já conhecidas recaídas do meia-atacante.
Tal fator também se aplica a Adriano, que vez ou outra envolve-se em polêmica. Todavia, com o nível do futebol brasileiro é difícil para o centroavante não se destacar. Com sua condição física privilegiada, altura e potente chute com o pé esquerdo, não encontra muitos zagueiros que consigam impedi-lo. Já são 15 gols e um jogo a menos que Diego Tardelli, que ontem empatou na luta pela artilharia do Brasileirão. Será dureza enfrentá-lo, mas se o bloqueio for feito corretamente – impedindo a bola de chegar a seus pés – a tarefa torna-se mais passível de realização.
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Sendo assim, o grande teste será logo mais, às 18:30. E que duelo! O time do Flamengo vem em uma ascensão desconcertante no Brasileirão, e o Glorioso jogará com a alma na ponta da chuteira para se livrar novamente da zona de rebaixamento. Se faltar técnica, vai na raça e na concentração. É decisão para os dois times. Haja coração, façam sua festa torcedores cariocas!
Ganhar fora de casa, por que não? “Vamo cair pra dentro!”
Boa tarde, torcida alvinegra!
Se ‘Botafogo x Avaí’ foi uma partida que pecou pelo planejamento logístico e pelo resultado, ao menos ficaram valendo a raça e a determinação na busca do empate. Este é o mesmo empenho que os torcedores esperam hoje contra um dos adversários mais difíceis fora de casa: o Cruzeiro, no Mineirão. Se na partida anterior contamos com os desfalques de Marquinhos, Muriqui e Éltinho do lado dos avaianos, aparentemente os “santos” continuam do nosso lado: enquanto Kléber teve que passar por uma cirurgia e provavelmente não volta mais esse ano aos gramados, foi a vez de Wellington Paulista sentir durante a semana e ficar afastado do jogo de daqui a pouco. Além disso, o lateral-meia Gilberto está suspenso por três cartões amarelos e os zagueiros Leonardo Silva e Leo Fortunato seguem machucados.
O Adversário
Defesa
Se o Bota não contará com a zaga titular, o mesmo será visto na equipe cruzeirense. O setor defensivo, com a liberdade dada aos laterais desde o início do ano, mantém seu ferrolho no meio de campo, com três volantes, o que caracteriza o time mineiro pela combatividade, de pegada forte no meio de campo e que busca sempre a posse de bola.
Do goleiro aos volantes, a formação será: Fábio; Jonathan, Gil, Thiago Heleno (Claudio Caçapa) e Diego Renan; Henrique, Fabrício e Marquinhos Paraná.
Apesar de à primeira vista aparentar-se um time defensivo, os volantes participam bastante do jogo e constantemente sobem ao ataque. Fabrício e Henrique são muito bons no chute de longa distância, e o primeiro também sobe bem nas cabeceadas. Marquinhos Paraná é o principal ladrão de bolas do Cruzeiro, e atua numa posição semelhante a que Ramires ocupava, como um terceiro homem de meio de campo com liberdade maior que a de seus companheiros.
Ataque
O trio a ser visto na frente de ataque celeste deverá ser composto por Leandro Lima, Soares e Thiago Ribeiro. A principal qualidade dos três está baseada na velocidade e técnica.
Leandro joga mais recuado, como meia de habilidade que finaliza bem da entrada da área e é especialista nas “tabelinhas” entre os zagueiros adversários. Vindo do Porto (Portugal), quer provar para si mesmo que a promessa do São Caetano pode se concretizar. Os dois atacantes não são centroavantes de origem e irão revezar no comando ofensivo, procurando confundir a desentrosada zaga alvinegra. Se Thiago tem 21 jogos e 4 gols, e já foi alvo de vaias da torcida, Soares com 10 partidas ainda não balançou a rede no Brasileirão. Há ainda a hipótese de Guerrón entrar, mas o equatoriano não mostrou a que veio até o momento. Na LDU era praticamente um ponta direita, e longe dali não tem conseguido produzir. A pouca versatilidade provavelmente o deixará no banco. O que pode se esperar, sem sombra de dúvida, é muita vontade em busca da vaga no time titular.
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Como time de melhor campanha do segundo turno até o início da rodada, enfrentar o Cruzeiro no Mineirão é mais um teste à eficiência do esquema com três atacantes, que se mostrou total no Serra Dourada com o Goiás. Se der certo, mais fôlego na fuga do rebaixamento e um prêmio à ousadia de Estevam Soares, tão ausente no futebol atual.
Saudações Alvinegras!
Ressurreição à estagnação
No primeiro turno, após a derrota em casa para o penúltimo colocado Botafogo, o lanterna do campeonato Avaí encontrava-se em um dilema: confiar no técnico Silas, que comandava o time desde a Série B, ou reiniciar o trabalho do zero com um novo treinador. A escolha foi pela primeira opção, que se mostrou a mais sensata. O “Leão da Ilha” conquistou seguidas vitórias e subiu vertiginosamente na tabela.
Entretanto, o G-4 foi um sonho que se afastou. O atual décimo segundo do Brasileiro, vem ao Rio enfrentar o mesmo clube que quase o levou ao mais profundo abismo. Com 39 pontos, o relaxamento do Avaí o fez ter três tropeços seguidos. Ainda há gordura a queimar, mas que se extingue à cada rodada. Segundo matemáticos, 8 pontos livram o Avaí do rebaixamento. As ausências de Marquinhos e Eltinho, dois dos maiores destaques do alvi-celeste de Florianópolis, preocupam.
O Adversário
A equipe base, no 3-6-1, é a seguinte:
Eduardo Martini; Augusto, Rafael e Émerson; Luis Ricardo, Ferdinando, Léo Gago, Caio , Assis e Uendel; William.
Goleiro e zagueiros
*Eduardo Martini é outro goleiro exportado pelo Grêmio. Como Galatto no Atlético-PR, tornou-se ídolo fora do Olímpico. Destaca-se pela envergadura e boa saída de gol.
*A mudança do esquema para três zagueiros foi um dos aspectos que conferiu consistência defensiva ao clube de Santa Catarina. Reunindo as melhores qualidades que se esperam de um zagueiro, Augusto é ótimo no desarme, Rafael na antecipação e Émerson é o melhor pelo alto.
Alas
*Na ala-direita, o atacante Luis Ricardo foi outra das mudanças que culminaram na subida de produção da equipe. Veloz e driblador, atua como praticamente um ponta. Na ala esquerda, Uendel. Ex-titular, jogará para mostrar que tem a mesma qualidade de Eltinho e lutar pela posição.
Volantes
*Os volantes serão Ferdinando e Leo Gago. Ambos possuem um potente chute de média distância, e enquanto o primeiro fica mais preso à frente da zaga, o segundo chega a atuar em certos momentos como um segundo meia.
Meia
*O meia Caio (ex-Flamengo e Bahia), terá a dura missão de substituir Marquinhos. Guardadas as devidas proporções, tem características semelhantes às do companheiro. É o jogador que terá a função de fazer a engrenagem do meio de campo funcionar, na base do toque de bola e dos lançamentos para Muriqui e Luis Ricardo.
Atacantes
*Muriqui mostrou ao longo do Brasileirão que a boa fase é duradoura. Joga caindo pela esquerda ofensiva, tabelando com Uendel e penetrando pela entrada da área. É habilidoso e seria a referência avaiana. Contudo, é desfalque de última hora e entra o meia Assis. Recém-chegado da Suécia, autodenomina-se um atleta rápido e que “parte pra cima” dos adversários. Atuará um pouco mais recuado que Muriqui.
*William, ex-Santos, faz parte da mesma geração de Diego e Robinho. Não alcançou o mesmo sucesso dos companheiros, mas não pode ser menosprezado, pois seus gols nas últimas partidas vem sendo decisivos para o Avaí não estar em uma situação pior.
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Com a derrota do Santo André, o melhor presente às crianças alvinegras seria os 5 pontos de vantagem em relação ao primeiro integrante da zona do rebaixamento. Vamos com tudo, Fogão!
É hora de sair do sufoco!
É com esse pensamento que o time deve entrar em campo hoje, contra o Galo Mineiro… Após a vitória contra o Goiás fora de casa, que caiu do céu por sinal, temos a oportunidade clara de sair do “G-4 da Morte”. Nesta quinta-feira, a presença da torcida se faz mais necessária do que no próximo feriadão, afinal de contas se não vencermos ou saírmos com derrota dificilmente a torcida há de comparecer ao estádio na segunda-feira.
O Atlético-MG vem com a seguinte escalação logo mais:
Carini; Carlos Alberto, Werley, Jorge Luiz e Thiago Feltri; Jonilson, Márcio Araújo, Corrêa e Renan Oliveira(Ricardinho); Evandro e Rentería.
Goleiro
*Carini é o uruguaio certo no time errado. Após seguidas falhas e raras defesas difíceis, cada vez mais os alvinegros protestam contra Castillo. Muita “ presepagem”, baixa estatura e pouca qualidade. Enquanto isso, Carini vem recuperando a boa forma no Atlético, com menos palavras e melhores atuações.
Zagueiros
*O jovem zagueiro de 21 anos, Werley, tem a missão de substituir o também revelado no Galo Welton Felipe. Depois de ser promovido ao profissional no ano passado, o zagueiro, sem oportunidade, foi emprestado ao América-RJ, que acabou rebaixado à segunda divisão do Estadual do Rio de Janeiro. O jogador, que chegou a atuar improvisado na lateral direita, conquistou a confiança do técnico Celso Roth e conseguiu se firmar como titular na zaga atleticana.
*Jorge Luiz é o mesmo defensor que caiu com o Vasco no ano passado. Após uma passagem pela Coréia, voltou para o Brasil para tentar novamente a sorte na primeira divisão. Busca a volta por cima.
*Thiago Feltri é um lateral ofensivo, com suas 2 assistencias, 1 gol marcado em 15 finalizacoes ao longo do campeonato. Atualmente é titular, apesar de ter sempre a sombra do experiente Junior, lateral esquerdo que vinha jogando no meio.
*A carência de bons laterais no Brasil também bate à porta do alvinegro mineiro. Com isso, volantes e meias constantemente são improvisados no setor. No Galo, parece que Celso Roth encontrou um coringa que dá conta do recado. É Carlos Alberto, ex “gato” do Figueirense. Com muita vitalidade, é incansável, e apoia e desarma com o mesmo vigor.
Meias
*Jonílson, nosso velho conhecido. O limitado cabeça de área, após passagem pelo Vasco, mal sucedida por sinal, foi parar em Minas Gerais. Desde a saída `cretina` para o Cruzeiro junto a PC Gusmão, não obteve destaque considerável. É o destruidor de jogadas, que com a bola no pé não sabe o que fazer.
*Márcio Araújo é um segundo volante de melhor passe que o primeiro. É querido da torcida pela garra e forte chegada ao ataque.
*Corrêa, ex-Palmeiras de alguns anos atrás, sempre se mostrou um volante aguerrido e de boa batida na bola. Mais que isso, ele vem sendo decisivo na campanha do Atlético. Seguidos gols de falta e assistências o tornaram peça fundamental do esquema tático.
*Renan Oliveira, Ricardinho e Evandro. Dois desses três serão titulares hoje.
*Renan, revelação atleticana, tem futuro promissor. Habilidoso e definidor de jogadas, é um meia que na prática funciona como terceiro atacante.
*Ricardinho atuaria como o “cérebro” do meio de campo, comandando e controlando a velocidade das ações ofensivas do time. Seu chute colocado e seus passes precisos são atributos raros em um atleta da competição corrente.
*Evandro é mais meia que Renan, apesar de ser mais definidor que criador. É bom nas tabelinhas próximas a entrada da área, e consegue compor a marcação melhor que os dois supracitados.
Ataque
*Renteria é um atacante que ainda tem muito a provar. Sua fase no Inter campeão da Libertadores foi sensacional, contudo há mais de um ano não mostra o mesmo poder de decisão. Com Tardelli e Éder Luiz na concorrência, oportunidades como a de hoje não costumam se repetir.
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Pode chover até canivete, mas a vitória levará o Botafogo a sair da zona da degola!
Próxima parada: Centro-Oeste
Boa tarde, torcedores alvinegros!
Hoje, o Goiás é o assunto principal da coluna. Logo mais, às 16 horas, o Botafogo encarará o ex-vice-líder do campeonato, que depende de uma vitória para voltar ao posto. Mesmo com a eliminação no meio da semana pela Sul-Americana, a equipe esmeraldina está em uma ótima fase. Se não passaram às quartas de final do torneio, os jogadores demonstraram muita garra e fizeram 3×1 em casa, por pouco não se classificando, mas sendo reconhecidos pela torcida com muitos gritos de incentivo. Pelo Brasileirão, são duas vitórias seguidas, uma contra o Corinthians em São Paulo e outra frente ao Grêmio no próprio estádio, e o sonho palpável da Libertadores fará a equipe suar até a última gota pelos três pontos nesta partida de domingo.
O Adversário
Se dissesse que era de Minas, ninguém diria nada. O Goiás, “come-quieto”, passou à frente dos grandes clubes do Sul-Sudeste e trouxe o disputado meia-atacante Fernandão. Seu entrosamento com Iarley e as opções dadas por Felipe e Léo Lima ajudaram a melhorar ainda mais o setor de ataque, que é atualmente o segundo mais efetivo da competição, com 48 gols. Contando ainda com a colaboração de dois dos melhores laterais do Brasil no momento, Vítor e Júlio César, é difícil para a defesa adversária fazer algum tipo de marcação individual. Contudo, Fernandão não treinou e é dúvida, o volante Ramalho está em recuperação e o zagueiro Rafael Tolói continua com a seleção sub-20. São preocupações consideráveis, mas a grande fase e o apoio dos alviverdes do Centro-Oeste são certeza de Serra Dourada lotado, o que pode fazer a diferença.
O provável time goiano é: Harlei; Leandro Euzébio, João Paulo e Ernando; Vítor, Fernando (Fernandão), Éverton e Léo Lima; Iarley e Felipe (Fernandão). Técnico: Hélio dos Anjos.
Defesa
Goleiro
*Harlei é o “Rogério Ceni do Centro-Oeste”. São mais de 600 jogos, desde 1999, pelo Goiás. Com apenas 1,82m de altura, compensa a baixa estatura com a elasticidade e o rápido reflexo, comprovados na passagem da 1ª fase da Sul-Americana contra o Atlético-MG, nos pênaltis com duas defesas do goleiro. Com 46 defesas difíceis, é o quinto nesse quesito no Brasileiro.
Zagueiros
*Leandro Euzébio e João Paulo são os zagueiros que mais saem jogando. Por muitos momentos, um dos dois torna-se cabeça de área, para que a equipe não perca o meio de campo. No 3-5-2, João Paulo pode jogar tanto como líbero como pela direita, garantindo as subidas de Vítor. Leandro e o outro defensor, Ernando, dão o primeiro combate, e são os grandes ladrões de bola da zaga.
Alas
Os supracitados Vítor e Júlio César são os alas direito e esquerdo, respectivamente.
*Júlio é o “faz-tudo” do Goiás: é o segundo maior assistente da Série A, com 12 passes pra gol, um grande desarmador, com 45 roubadas de bola, e ainda um dos maiores finalizadores dentre os titulares, com 51 chutes a gol, dos quais 23 certos, com 4 gols e 1 bola na trave.
*Vítor passou boa parte do campeonato recuperando-se de contusão. Todavia, está voltando à velha forma, com 1 assistência e 2 gols, e sendo alvo constante da falta de técnica dos oponentes, com 26 faltas sofridas em 15 jogos.
Meio de campo
*Fernando e Éverton são os volantes, se a opção for um 3-5-2 mais defensivo. O primeiro, ex-Fluminense e São Paulo, era mais conhecido por ser irmão de Carlos Alberto (atualmente no Vasco) do que pelas próprias qualidades. Nunca foi titular absoluto, nem mesmo no atual clube, mas como no Goiás até Rafael Marques e Fahel jogaram razoavelmente bem, também não vem desapontando quando entra, com 11 jogos, média de 1,73 roubadas de bola por jogo e até 1 gol marcado.
*Ex-jogador do Sport, Éverton teve uma passagem vitoriosa e cheia de títulos pelo leão pernambucano. O atleta conquistou quatro vezes o Campeonato Pernambucano (2003, 06, 07 e 08) e a Copa do Brasil de 2008. Após brigar com um dirigente, chegou ao clube alviverde e joga mais para os companheiros que para a torcida, sendo bastante útil na composição da marcação que dá liberdade aos homens de frente..
*Léo Lima veio do Vasco, onde nem sempre era titular, para integrar o elenco. Certamente, saiu-se melhor que a encomenda. Vem desfilando técnica, lançamentos perfeitos e conclusões apuradas. São 4 gols, 5 jogos e um surpreendente lugar na seleção do campeonato de jornalistas da Globo/Sportv.
No banco de reservas, a alternativa é Romerito, que já teve uma passagem de destaque em Goiânia, estreou na partida passada, e apesar da falta de ritmo tem um potente pé esquerdo e classe nos toques.
Ataque
A dupla campeã mundial pelo Internacional parece não sentir a passagem dos anos. Belas apresentações contra Corinthians e Grêmio os candidatam à melhor dupla de ataque do momento.
*Iarley, pelo conjunto da obra, foi até agora o jogador mais importante do time goiano. Habilidoso, veloz e decisivo, fez 10 gols e 6 assistências ao longo do Brasileirão. Polivalente, é ótimo como segundo atacante, pelos lados do campo, ou como pivô, posição na qual tem facilidade pelo bom jogo de corpo e conseguir girar para os dois lados em cima dos zagueiros.
*Fernandão foi o inesperado reforço do ano. E que reforço. Chuta bem com as duas pernas, é forte fisicamente, bom cabeceador, e faz ótimos lançamentos e passes. Tais características o credenciam a ser tanto um meia-atacante como um centroavante. Apesar de tantas qualidades, ele é um pouco lento e conta muito com o físico. Como está voltando de uma temporada no Catar, onde a carga de treinos é muito menor, ainda ressente-se de fôlego para render 100% durante o jogo todo.
*Há também Felipe, que até Fernandão chegar era o dono absoluto da posição. Com 11 gols, é simplesmente o artilheiro da equipe. A facilidade para tabelar e a finalização precisa o tornam um centroavante diferenciado.
É possível que os três joguem juntos, com Fernandão recuado como meia e Léo Lima indo para o banco. Se a opção for pela pressão total, Léo é recuado para segundo volante, sai Éverton, e então com o quarteto completo é segurar-se atrás e contar com atacantes velozes e fatais na frente.
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Após a derrota em casa para o Vitória, três pontos fundamentais foram perdidos. Para recuperá-los, vencer o quanto antes é o lema. Neste objetivo, o terceiro time que mais erra passes no campeonato (956) – o Botafogo – deverá estar sempre atento, roubar bolas e encaixar contra-ataques precisos, contra o terceiro time que menos erra passes no campeonato (764) – o próprio Goiás. Há ainda os números contra: em 29 confrontos no Brasileirão, são 14 vitórias goianas contra 9 cariocas. Quem sabe esse não será o jogo da redenção alvinegra , não é!? Afinal de contas, tem coisas que só acontecem com o Botafogo…
Domingo de sol e Engenhão
Bom dia, torcida alvinegra! Dia 27 de setembro de 2009, Botafogo contra Vitória e inauguração da estátua do eterno ídolo Nílton Santos no Engenhão. Cenário ideal para voltarmos a vencer! Entretanto, o adversário vem desempenhando um grande papel no campeonato. O Esporte Clube Vitória - em décimo lugar no Brasileiro - conseguiu todos os 6 pontos nas duas últimas rodadas, disputadas em casa, contra os temidos Palmeiras e Internacional. Só que agora a história é outra, o jogo é no Rio de Janeiro, e o Glorioso precisa da vitória a qualquer custo.
O Adversário
Goleiro
Em 2008, Viáfara chegou ao Vitória, inicialmente emprestado pelo Atlético Paranaense.
Já no segundo jogo do Brasileirão daquele ano, contra o Sport, Viáfara fez uma estreia memorável, evitando muitos gols do time pernambucano. Daquela partida até a idolatria da torcida foram necessários apenas alguns retoques, como as catimbas e as jogadas longe das balizas típicas do colombiano.
Em 2009, com o passe comprado, tendo sido responsável pelas classificações na Copa do Brasil (com direito a ter pego pênaltis decisivos) e atuações intocáveis nas finais do Campeonato Baiano, Viáfara já é considerado como um dos melhores goleiros que passaram pelo time baiano nos últimos tempos, junto com Dida e Fábio Costa, com uma certa dose de exagero da fanática torcida.
Laterais
Apodi é o lateral direito. Um dos maiores ídolos do Vitória, não conseguiu se manter no Cruzeiro por não ter a mesma “proteção” que tem da diretoria e da torcida rubro-negra. Sua principal qualidade é a ofensividade, com 3 gols, 2 assistências e 39 finalizações no total. Seu gol nos acréscimos contra nós no Barradão, dando a vitória para o time ainda pelo 1º turno, certamente se faz presente na memória dos botafoguenses.
Leandro é o lateral esquerdo, novamente em boa forma, como em sua fase no Palmeiras. Suas 5 assistências no campeonato vem a corroborar o fato, e a desfazer a imagem do Leandro das Laranjeiras, um tanto desiludido e desestimulado, o que muito se deve à pressão desmedida da torcida em suas costas.
Zagueiros
Fábio Ferreira, renegado no Corinthians após seguidas denúncias de participações em festas e eventos em horários e em dias desapropriados para um jogador de futebol, vem tentando recuperar o futebol que o fez aparecer para o país no Juventude, apesar da origem do mesmo ter sido no próprio Timão. Após uma lesão recorrente, conquistou uma sequência de partidas, e segue titular.
Wallace, oriundo das divisões de base, já havia disputado 14 partidas pela Série A em 2008. No atual ano, conseguiu superar esse número, com 21 jogos até agora. Com todo o mérito, tem como grande característica o desarme – foram 46 roubadas de bola até então no Brasileiro.
Meio de campo
Magal é um dos cabeças de área do Vitória. Com características semelhantes às de seu companheiro de marcação, é sobrecarregado pelas características do time baiano e fica preso atrás.
Vanderson é o volante raçudo que a torcida gosta. Incansável, está presente no elenco desde a queda à Série C, e sua permanência no clube o torna um ídolo inquestionável. Apesar de ser um segundo volante, tem qualidade ofensiva e além dos chutes de longa distância que arrisca, tem 1 assistência computada nos scouts.
Ramon, o velho Ramon, é um dos meias do Vitória. Incrivelmente, ele faz falta ao time quando não joga, vide o jogo pela Sul-Americana em que foi desfalque e a equipe tomou um 4×1 para o River Plate uruguaio. É o “Lúcio Flávio dos baianos”, pelos passes precisos e boas cobranças de falta, mas também pela pouca velocidade e combatividade na marcação.
Leandro Domingues é o segundo dos titulares do Vitória que já vestiram a camisa do Fluminense no ano. Com 4 assistências e 5 gols em 53 conclusões, joga praticamente como um terceiro atacante do time baiano.
Ataque
Neto Berola foi a principal revelação do Campeonato Baiano de 2009, pelo Itabuna. Veloz e técnico, surgiu há 11 jogos como a principal arma do contra-ataque baiano, e já tem 4 gols no campeonato.
Roger é o homem de área, de menor habilidade e melhor finalização. Se na rodada passada havia Kleber Pereira, haverá hoje uma referência ainda maior: são 58 jogadas que saíram de seus pés como finalização, das quais 12 foram convertidas em gol. É um dos principais goleadores do Brasileirão, e o terceiro titular que já foi em 2009 membro do elenco tricolor. Afinal de contas, os jogadores eram o problema ou a organização carioca incompetente!?
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O Vitória é um time muito ofensivo, com um lateral apoiador, 2 meias de chegada e 2 atacantes que tem sido muito eficientes na competição. Dificilmente conseguirão jogar dessa forma fora de casa, e a dificuldade de jogar recuado será um ponto a favor do Botafogo. Que o busto da `Enciclopédia do Futebol` ilumine o caminho preto e branco rumo à vitória!
De bobo, nem um pouco
O Emelec é atualmente considerada a terceira força do futebol equatoriano, atrás de LDU e Deportivo Quito. A equipe, que não conquista um titulo nacional desde 2002, tem 10 taças do Equatoriano em sua história e busca nesta Sul-Americana aumentar sua tradição no cenário internacional, já que a equipe não tem grandes campanhas registradas nos torneios continentais.
O time vem de algumas temporadas ruins, mas 2009 tem sido um bom ano para a tradicional equipe local, já que liderou quase toda a primeira fase do campeonato nacional, e já está classificado à Liguilla final. Nesta segunda etapa do torneio, há 2 grupos e atualmente o Emelec é o líder do Grupo 2.
Na 1ª fase da Sul-Americana, o adversário foi o Zamora, da Venezuela. Foram 2 vitórias: a primeira, fora de casa, uma vitória simples com um gol nos acréscimos do segundo tempo. E a tática contra o Botafogo será a mesma: time bem fechado atrás no início do jogo, e se o 0 x 0 permanecer até meados do segundo tempo, eles não deixarão de vir pra cima da meta de Jefferson.
Estatísticas do Adversário
O time que vai a campo será composto por: Elizaga, Quiñonez, Fleitas, Mina e Aguirre; Bran, Quiroz, Raponi e Perez; Peirone e Rojas (Mendoza). Técnico: Gabriel Perrone.
Se é complicado falar qualitativamente de jogador em jogador, recorremos aos números para nos ajudar a entender um pouco mais o Emelec:
*Pela Série A equatoriana, são 16 vitórias, 7 empates e 8 derrotas. Como visitante, sua atual condição hoje, são 8 vitórias e 2 empates em 16 partidas, mais da metade dos pontos possíveis (26 de 48).
*É um time que não costuma levar muitos gols, e sua maior derrota foi de apenas 2 a 0 para a LDU.
*Joga com duas linhas de 4 fora de casa, tendo como principal característica um contra-ataque rápido e algumas vezes com 3 dos 4 meias: Raponi e Pérez - dois argentinos – e Quiroz. O último, é inclusive o artilheiro da equipe no Equatoriano: foram 9 gols em 8 escalações como titular, um número comparável a de um legítimo centroavante. Entretanto, pela Sul-Americana, foram dois jovens jogadores que sobressaíram-se: o equatoriano Mendoza, de apenas 21 anos, com 2 gols em 2 jogos, e o argentino Peirone, de 23, com o outro gol marcado pelo Emelec na competição.
*Como curiosidade sobre os atletas clube de Guaiaquil, pode-se citar a presença no elenco de um experiente jogador: o atacante Agústin Delgado, de 34 anos, que se à primeira vista parece mais um desconhecido, tem em sua carreira uma grande marca: nada menos que a artilharia das Eliminatórias da Copa de 2002.
Vitória para animar a torcida
Mesmo o Equador não sendo um centro como Brasil, Argentina ou Uruguai, tornou-se um dos centros que mais evoluíram recentemente, inclusive tendo o campeão da América da temporada passada, a LDU.
A passagem às oitavas nos rendeu ânimo renovado para o Brasileirão, e assim se espera no jogo de hoje: fazendo o dever de casa. Apesar de serem competições distintas, tanto o elenco quanto a torcida são influenciados pelo resultado, e caso o placar hoje seja positivo, a casa contra o Vitória certamente estará mais cheia.
Dever de (fora de) casa
Nova tarefa, desta vez pelo Brasileirão: o adversário é o time do Santos, na Vila Belmiro. Após a vitória e consequente classificação pela Sul-Americana, a tensão em General Severiano deu uma trégua. Contudo, hoje é domingo, o campeonato é outro, e todo jogo é decisivo para o Botafogo se manter na Série A.
O Adversário
Defesa
Goleiro
Felipe é o camisa 1 do alvinegro praiano. Revelado pelo próprio clube e com passagens por Paraná, Portuguesa Santista e seleções de base, o jogador voltou a Santos para provar seu valor. Com a lesão de Fábio Costa, assumiu a titularidade e vem dando conta do recado: são 11 jogos, com 9 gols sofridos e 19 defesas difíceis.
Zagueiros
Fabão esteve bem perto de deixar o Santos no início do ano, por acreditar que aos 33 anos de idade ou se mantém jogando ou decreta o fim da própria carreira. Conquistou a primeira opção, e é um atleta que joga sério e não tem vergonha de dar chutão para afastar o perigo da área da equipe. Possui também um ótimo jogo aéreo, e por isso sempre sobe à área adversária nas cobranças de faltas e escanteios.
Eli Sabiá é um jovem zagueiro de 21 anos, ex-Paulista e Lausanne, da Suiça. Já tornou-se um dos homens de confiança de Luxemburgo em campo, e conseguiu até marcar o primeiro gol de sua carreira com a camisa do time paulista.
Laterais
Com o desfalque de George Lucas (ex-Grêmio), joga Pará. Lateral esquerdo de origem, tem jogado mais de meia e lateral direito do que na posição em que obteve destaque no Santo André. O coringa é um jogador de muita luta e vigor, e geralmente fica mais preso à marcação para dar liberdade a Léo, que joga pela faixa esquerda do campo. O “lateral apoiador” é presença constante na grande área do adversário, e possui 1 gol e 1 assistência no torneio.
Meio de campo
Volantes
Cauteloso, o meio de Vanderlei conta com 3 volantes: Émerson, Rodrigo Souto e Germano. Entretanto, os dois últimos jogadores são bastante acionados ofensivamente e tem qualidade no apoio: Rodrigo já tem 3 gols e 1 assistência, enquanto Germano possui 2 assistências e 1 gol. Além disso, Souto é ainda um dos grandes ladrões de bola do campeonato, com 62 desarmes. Dá para notar que é um meio de muita pegada, e se o alvinegro carioca não entrar no jogo com 100% de atenção, vai ser presa fácil para os combativos atletas santistas.
Apoiador
Felizmente para o Botafogo, Paulo Henrique “Ganso”, que vinha sendo um dos destaques da equipe, está servindo à seleção sub-20 brasileira. Joga Robson, um meia destro e habilidoso, ex-Mogi-Mirim, que com boas atuações nos últimos jogos e 3 gols, conquistou a torcida e a vaga.
Ataque
Atacantes
Neymar é a joia que vem sendo lapidada com muita calma por Luxa. Ex-“filé de borboleta”, o atacante tem realizado um trabalho físico diferenciado para poder disputar de igual para igual com os zagueiros dos oponentes no corpo a corpo. Sua técnica é indiscutível, e se com seu corpo franzino já fez 5 gols e deu 4 assistências no campeonato, espera-se que o ganho de massa muscular só o auxilie ainda mais no desenvolvimento de seu futebol.
Kleber Pereira é o centroavante santista. Artilheiro nato, está com 7 gols no Brasileirão. No Santos, é tocar a bola para Kleber e “deixar que ele resolve”. As 47 finalizações em todo o campeonato mostram efetivamente que o jogo é centralizado no atacante.
Jogar na Vila não é tampouco já foi fácil algum dia. A torcida do Botafogo cobra um time consistente defensivamente, aguerrido, e que aproveite as chances (que não devem ser muitas) que surgirem. Que a passagem às oitavas do torneio continental traga inspiração ao elenco botafoguense e possamos voltar com os 3 pontos na bagagem. Ao trabalho, Fogão!
Botafogo e Fluminense no Engenhão; ambos os times brigam pelo “título” de pior carioca, o que está se transformando numa dura disputa. Nesta altura do campeonato, é difícil encontrarmos forças até mesmo para ir ao estádio. Sentimos raiva da mediocridade e da falta de atenção demonstrada – como tomar 2 gols em 7 minutos em uma partida de vida ou morte!? No entanto, se deixarmos de apoiar o time no atual momento, estaremos na realidade abandonando o próprio clube, afinal quem garantirá a presença de todos se houver a queda para a série B!? Eles lá estão pelo dinheiro, enquanto nós só possuímos a paixão.
É momento de sair de casa para defender o PRETO E BRANCO, a TRADIÇÃO, e de fazer valer o nosso AMOR.
O Adversário
O time do Fluminense está apenas acima do América-RN quanto ao total de pontos na 24ª rodada desde o início “Era dos Pontos Corridos”. Há ainda uma crise política sem precedentes, que ocasionou em uma troca generalizada nas vice-presidências e na gerência do futebol tricolor.
Como se tais fatos fossem poucos, a equipe titular das Laranjeiras, hoje, é recheada de carências. Joga em um 4-4-2 com dois laterais contratados no decorrer do Brasileirão, pela deficiência técnica apresentada pelos anteriores; sem os 2 jogadores de maiores salários, Leandro Amaral e Fred, que não entram em campo; com 2 volantes sem facilidade para sair jogando; e finalmente, com toda a responsabilidade da criação nos pés de apenas um jogador – Conca.
Defesa
Goleiro
*Rafael, o titular tricolor, não havia feito uma única partida desde o Estadual pelo Vasco. Apesar disso, não tem tido culpa no déficit da conta tricolor. Com 4 gols sofridos em 5 jogos, aliados às 10 defesas difíceis, se firma como titular e barra os desgastados Fernando Henrique, com 15 gols em 10 jogos e Ricardo Berna, com números ainda piores: 17 reveses em 9 partidas.
Zagueiros
*Luis Alberto, o capitão, é o quarto-zagueiro da equipe. Nunca se omite às entrevistas, mas suas seguidas respostas são cada vez mais descrentes e desesperadoras aos tricolores. Com passagens por Flamengo, Santos, França e Espanha, sente mais do que nunca a falta de Thiago Silva.
*Gum será o zagueiro central. Revelado pelo Marília, apenas começou a destacar-se na Ponte Preta, no atual campeonato nacional da segunda divisão.
Laterais
*Ruy chegou para suprir a carência do Fluminense na lateral direita, na qual Mariano e Eduardo Ratinho já haviam fracassado. Teve um ótimo começo com 2 gols nos 2 primeiros jogos, e foi deslocado para a meia. Não deu certo. Voltando para o lado direito, pode-se citar como ponte forte o intenso apoio, apesar de que com tal característica raramente “guarda posição”, deixando uma avenida a ser explorada por Eduardo ou Michael.
*Paulo César é o lateral esquerdo. Após muitas temporadas na França, volta ao Flu para encerrar a carreira. Pela tática de Cuca e pela ofensividade de Ruy, estará sobrecarregado na marcação. Destro, não chega muito à linha de fundo, preferindo o corte para o meio e os chutes da entrada da área.
Meio de campo
Volantes
*Durante a semana de treinos, Diogo e Diguinho sempre treinaram como titulares. Enquanto Diogo fez praticamente papel um terceiro zagueiro, marcando individualmente um dos atacantes do time reserva, Diguinho ficou com a responsabilidade do combate aos apoiadores. Logo, deverá vigiar de perto Lúcio Flávio, o único apoiador alvinegro no esquema 3-5-2.
Apoiadores
*Conca é a única fonte de criação. É tão sobrecarregado e visado, que é o jogador que mais errou passes no campeonato: 118. Faz o que pode em meio à ausência de parceiros à altura: 3 gols, 3 assistências e 27 finalizações em 22 jogos.
Marquinho, a outra possível fonte de jogadas do meio de campo, consegue a proeza de ter os mesmos 22 jogos que o companheiro, mas 0 gol e 0 assistência. Com isso, ganhará chance nesta partida o também argentino Ezequiel González, recém-contratado. Ele começou sua carreira no Rosário Central e depois foi para a Fiorentina da Itália, Boca Juniors da Argentina e Panathinaikos da Grécia, onde conquistou um Campeonato Grego e uma Copa da Grécia. É um meia bastante ofensivo, destro, que finaliza bem com ambas as pernas. É aguardar e conferir se está em boa forma e se conseguirá sobressair-se apesar da falta de ritmo.
Ataque
Atacantes
*Alan é mais uma revelação de Xerém que ainda não se concretizou. Tem características semelhantes às de Kieza, com quem jogará hoje no comando do ataque, embora o segundo seja mais finalizador que o primeiro. São velozes e sabem se livrar bem da marcação. Alan conta também com a sorte contra o Botafogo, já que dos 8 gols em sua carreira, 2 foram no Clássico Vovô.
*Roni, ex-reserva de Kleber Pereira no Santos, é banco agora no Rio de Janeiro. Chegou exclusivamente para suprir a ausência de Fred por contusão, que com apenas 10 partidas disputadas parece já ter abandonado o barco. Sua presença traz um pouco de experiência aos jovens atacantes do elenco.
A chance de ao menos um carioca cair no Campeonato Brasileiro é de 99%, segundo o matemático Tristão Garcia. Somos nós ou eles. Ou vai ou racha. É agora ou nunca. Não tem como não entender, né!? Precisamos é da palavra que anda ausente nos arredores de General Severiano: vitória!
Caso de vida ou invalidez
O Sport Clube do Recife é o adversário da 23ª rodada. O tão frisado termo “jogo de 6 pontos” cabe como uma luva para esse confronto. Após esta rodada e depois da disputa contra o Fluminense, poderemos não só ter empurrado nossos rivais ainda mais pra baixo da zona de rebaixamento, como também saído desse sufoco.
Para conhecermos um pouco mais sobre o oponente, vamos diretamente à provável escalação do Sport Clube do Recife: Magrão; Élder Granja, Igor, Durval e Dutra; Sandro Goiano, Andrade, Fabiano e Luciano Henrique; Wilson e Arce.
Defesa
Goleiro
*Magrão é o defensor da meta rubro-negra. Mesmo tendo realizado muitas defesas difíceis (39) - sendo o terceiro nessas estatísticas no torneio nacional - já sofreu 40 gols, o que comprova que seu esforço não vem sendo suficiente para garantir a segurança de sua baliza.
Laterais
Os laterais do Sport são Élder Granja e Dutra.
*Élder teve destaque no Internacional, onde inclusive conquistou o título mundial de clubes. Também teve passagens pelo Palmeiras, no qual foi campeão paulista.
*Dutra é um experiente lateral esquerdo, de 36 anos, que já teve passagens por Santos, Coritiba e Japão.
Ambos são laterais bastante efetivos ofensivamente: enquanto o primeiro tem 3 assistências e 1 gol no campeonato, o segundo já obteve 5 assistências e 2 gols no mesmo.
Diferentemente de Wesley no jogo da Sul-Americana, são laterais acostumados com a posição, que jogam buscando sempre a linha de fundo e aparecem para conclusão e sobra nos rebotes.
Zagueiros
A zaga será formada pela dupla de longa data Durval e Igor.
*Durval é o capitão e alma do time. Tem como forças o jogo aéreo – no ano passado fez 7 gols na Série A, a maioria de cabeça – e o desarme – são 33 roubadas de bola ao todo no Brasileirão.
*Igor é bem menos idolatrado que o companheiro, e apesar dos iguais 2 gols feitos na competição de 2009, tem sofrido com a mudança do esquema do 3-5-2 para o 4-4-2. Fato é que chegou ao Sport dispensado pelo Botafogo, então não tem como enganar a torcida por muito tempo.
São zagueiros de jogo mais duro e de pouca agilidade, o que no mano-a-mano acaba sendo fatal e vem sendo responsável pelo desempenho vexatório.
Meio de campo
Volantes
Sandro Goiano e Andrade devem ser os titulares.
*Sandro é o cabeça-de-área do time. É um jogador destacado por todos pelo seu profissionalismo, seriedade e liderança dentro do campo. Contudo, é considerado por muitos um atleta violento, a ponto de à época de Grêmio ter sido ironizado com a brincadeira primeiramente relacionada a Chuck Norris; no caso do volante, eram os “Sandro Goiano Facts”, que destacavam as faltas do jogador e como um adversário poderia sobreviver às mesmas. Enfim, é melhor não esquecermos as caneleiras!
*Andrade é um segundo volante que apareceu com muito brilho no Vasco. Após ter sido vendido para o Sporting Braga, de Portugal, ainda passou pelo Cádiz da Espanha, até chegar ao Sport, sem mostrar as mesmas atuações da temporada carioca. Com a longa lesão de Daniel Paulista e a suspensão de Hamilton, vem tendo suas oportunidades. Destaca-se pelo forte chute de fora da área, com suas cobranças de falta a la Juninho.
Meias
*Fabiano é um versátil atleta, que pode jogar como volante, meia ou atacante. Teve passagens pelas seleções de base do Brasil, inclusive como capitão nas Olimpíadas de Sidney. Entretanto, não vingou como prometia, e passou os últimos anos sumido no México. Quando ninguém esperava mais dele, vem exercendo um papel importantíssimo no atual Sport, sendo um dos principais nomes da equipe, com 6 gols – é o artilheiro do time – e 2 assistências.
*Luciano Henrique sempre viveu à sombra de Fumagalli no Sport, mas desta vez conseguiu uma sequência de partidas e a titularidade momentânea. É um jogador de velocidade que tem sérias deficiências na conclusão.
Ataque
Atacantes
É o setor mais indefinido do time titular.
O total de 6 gols somados dos 6 atacantes do elenco apenas equivale ao número de feitos de Fabiano. A dupla que vem jogando é Arce e Wilson.
*Arce é uma promessa boliviana de 24 anos, que já teve outra temporada no Brasil, no time do Corinthians rebaixado. Com apenas 3 jogos, mas com 1 gol marcado, já possui uma média que incrivelmente supera a dos outros atacantes rubro-negros.
*Wilson é o centroavante titular. É brigador, mas para um atacante que, em 9 jogos, tem 10 conclusões, das quais 8 para fora, não pode-se esperar muito mais que isso.
Vale citar ainda Ciro, que apareceu com grande performance no início do ano mas que sofreu (e ainda sofre) com a enorme pressão da torcida, e Vandinho, que com 3 gols é o maior “goleador” dentre os homens de frente.
Não tem Ilha do Retiro, não tem Fabiano, não tem nem Igor que possa segurar a gente logo mais. Nem empate é bom resultado. Pra cima deles, Fogão!
Estatísticas do duelo
Em 25 jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro:
11 vitórias do Botafogo
7 vitórias do Sport
7 empates
33 gols a favor do Botafogo
30 gols a favor do Sport
Copa Sul-Americana, uma oportunidade.
Olá, nação alvinegra!
A coluna de hoje retrata o primeiro jogo da Sul-Americana, nosso confronto contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, com o qual Estevam Soares aparenta não estar muito preocupado no momento.
Não concordo com a não-escalação do time titular, ou pelo menos de um time misto. É verdade que temos que sair da péssima posição no Brasileirão, mas a premiação paga para um finalista do torneio sul-americano gira em torno de R$ 5 milhões, e o prestígio e visibilidade continental é algo imensurável. Pelo que eu saiba, não estamos nadando em “rios” de dinheiro, certo!?
Enfim, se devemos buscar algo positivo, pode-se colocar a vontade dos que disputarão a partida, na busca por uma vaga no time titular. Veremos como está Teco (não deve ser muito pior que o Emerson né!?), Gabriel, e como Ricardinho se sai começando como titular. É bom que Estevam veja com quem poderá contar na caminhada tortuosa até o fim do campeonato nacional.
Vale lembrar também o último jogo entre ambas equipes: 1×0 para o adversário no Engenhão, gol de Patrick, de cabeça. Na partida, André Lima perdeu um pênalti, lance que foi a “gota d´água” para a passagem de Ney Franco pelo Alvinegro. O gol do Atlético-PR!? Irregular, o atacante estava em impedimento… Mas cá entre nós, isso não é novidade alguma.
O Adversário
O Atlético- PR vem de uma derrota para o Náutico por 3×0 fora de casa; entretanto, nos dois últimos jogos com o mando de campo, duas vitórias: contra o Barueri, 3×0, e enfrentando o São Paulo, que vinha de uma série invicta, 1×0. É um clube que faz valer o fator “casa”.
Eles virão com tudo para a Sul-Americana, e já declararam que entrará o time titular, não muito diferente do último jogo contra o Glorioso. A provável escalação é: Gallato; Nei, Manoel (Rhodolfo) e Chico; Wesley, Valencia, Rafael Miranda, Paulo Baier e Márcio Azevedo; Marcinho e Alex Mineiro. Vamos à análise individual:
Defesa
Goleiro
Gallato segue firme como titular. Apesar dos três gols sofridos na última partida no Recife, passava por uma boa sequência. Em casa, raramente leva gol, vide os jogos contra Barueri e São Paulo, os dois últimos no Paraná.
Zagueiros
Nei é o zagueiro pela direita. É a segurança para o ofensivo “ala-meia” Wesley, pois conhece o setor direito por sempre ter atuado como lateral, e apesar de ficar preso atrás, sabe apoiar se assim for a demanda do time durante o jogo.
Chico é o defensor pela esquerda. No 3-5-2, é mais um improvisado; sua posição original é volante. Canhoto, faz o papel de Nei, só que pela esquerda: dá sustentação aos avanços de Márcio Azevedo.
Manoel é o único zagueiro original. Atua como o líbero do esquema, que pelos alas bastante ofensivos sempre é acionado.
Meio de campo
Alas
O ala-direito é Wesley, um meia ofensivo que cai muito bem pelas duas pontas do campo. Realiza muitas jogadas de corte para o meio, nas quais tabela com Paulo Baier, que cobre a posição sempre que necessário.
Já Marcio Azevedo vem se destacando no Brasileirão, e é titular absoluto da ala esquerda. Muito participativo, com uma média de 2,62 desarmes por jogo e alto número de finalizações, é a força do lado esquerdo paranaense, onde conta com a chegada de Chico e a aproximação de Marcinho à frente.
Volantes
Serão escolhidos dois entre Rafael Miranda, Valencia e Renan. São os volantes que suportam o 3-5-2 da equipe, na medida em que sempre estão a fazer o primeiro combate quando os alas avançam, a fim de proteger os três zagueiros. Os dois primeiros são mais experientes e entrosados com a equipe, e raramente chegam ao ataque pela função tática primordial. Valencia é o que mais avança dos três.
Meias
Paulo Baier é o cadenciador do jogo da equipe, e o principal cobrador dos lances de bola parada. Tem um papel muito importante no time quando Wesley fica mais solto para o jogo. Seus cinco gols os tornam um dos principais artilheiros atleticanos, apenas atrás de Marcinho, com seis, que atualmente joga como um segundo atacante.
Ataque
Atacante
O atacante de origem, centroavante típico, é Alex Mineiro. Depois de um período de destaque no Palmeiras, atrapalhou-se com contusões e pela pouca velocidade e mobilidade. Foi para o Grêmio, onde no meio de vários nomes acabou não conquistando de forma definitiva a titularidade. Agora no Atlético-PR, busca provar que não esqueceu o faro de gol, e que dentro da área é sempre perigoso. Conta com a concorrência dos jovens Wallyson, Patrick e Zulu, que vez ou outra vêm aproveitando suas chances; Wallyson já marcou 3 e Patrick 1 no Brasileiro. Provavelmente, a experiência contará e Alex deverá iniciar a partida contra o Botafogo.
Será um jogo duro, no qual os reservas alvinegros vão dar a vida na busca de uma vaga na equipe titular. Vamos torcer para um bom resultado para trazermos a decisão para o Rio!
Empate pra ninguém botar defeito
Como se os dez empates alvinegros no campeonato não bastassem, teremos um adversário pela frente que fará de tudo pelo resultado: o Grêmio, sem vitórias fora de casa. Como nós também não somos especialistas em 3 pontos no Engenhão - foram 3 vitórias em 10 partidas em nosso território – o jogo há de ser duro.
O Grêmio certamente será mais adversário que o Cruzeiro desfalcado de Kléber e Wellington Paulista, time cujo jogo começou a funcionar apenas após ficarem com um jogador a mais na partida (parabéns ao Fahel!). É uma equipe muito forte e consistente, que exigirá ainda mais de Estevam Soares em sua busca pela primeira vitória. Deverão entrar em campo Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques, Réver e Bruno Collaço; Adilson, Túlio, Tcheco e Souza; Jonas e Perea.
Defesa
Goleiro
Victor é hors concours. Seu talento foi reconhecido por Dunga e atualmente é o segundo goleiro da seleção brasileira.
Laterais
Inspirando-se no rival Inter, com Bolívar e Danilo Silva passando de zagueiros a laterais, agora é o Grêmio com Mário Fernandes. Seus números não são ruins, e é uma opção mais defensiva que ofensiva.
Bruno Collaço é mais habilidoso, mas fica preso por necessidade tática; o Grêmio até pouco tempo atrás jogava no 3-5-2, como o Botafogo; na mudança para o 4-4-2, o lateral esquerdo foi um dos que mais sofreu. O recém-contratado Lúcio já vem treinando, mas carece ainda de ritmo e preparo para começar como titular.
Zagueiros
A zaga é composta pelo ilustríssimo Rafael Marques e pelo zagueiro-volante Réver.
Não creio que seja necessário detalhar nossa revelação “Rafa Marques”. Lembro-me até hoje de um jogo no Mineirão em que o “zagueiraço” inverteu uma jogada pro Scheidt pela esquerda de forma tão bisonha que a bola parou nos pés de Fred, marcando um gol para o Cruzeiro e acabando com qualquer esperança botafoguense no jogo. Ainda é muito afobado, não prima pela técnica e é o elo mais fraco da defesa tricolor. Sem falhas graves e com uns gols de cabeça, se mantém no time – com a persistente lesão de Léo.
Já Rever é o oposto, a segurança da equipe; além do ótimo posicionamento nos lances, tem ótimo passe e técnica, e até por isso já foi escalado como volante, posição na qual se saiu muito bem.
Meio de campo
Volantes
Adilson e Túlio.
O primeiro, tão elogiado quanto Lucas foi não faz muito tempo. É o principal ladrão de bolas do time, e se há alguma crítica a ser feita, foi efetuada pelo capitão Tcheco: o cabeça de área não fala muito durante o jogo, característica valorizada no sul pelos volantes gaúchos de longa data, como Dinho (ex-Grêmio campeão da Libertadores) e Dunga (ex-Inter).
Túlio é mais um velho conhecido. Sabe jogar, mas seu conhecido descontrole emocional pode levá-lo de uma bela atuação a um vermelho instantâneo.
Apoiadores
Tcheco e Souza.
Tcheco é uma espécie de Lúcio Flávio com mais garra. Cobra lances de bola parada, tem bom toque e finalização, mas tem maior combatividade que o jogador comparado. No 3-5-2 desempenhou por muitas vezes o papel de 2º volante, sem críticas da torcida gremista.
Souza tem muita marra, mas muitos adversários por aí já tiveram que aturá-lo. São 7 assistências (melhor do time no quesito) e 46 finalizações com 5 gols, em 17 jogos.
Ataque
Jonas e Perea.
Mesmo com os desfalques de Maxi Lopes e Herrera, o ataque gremista continua bem representado. É um setor bem composto, que provavelmente contará em poucos dias com mais uma aquisição: Leandro, ex-atacante de Fluminense e São Paulo, que chegará com tudo em busca da vaga. Para domingo, os escalados são finalizadores a la André Lima, de muita luta ao longo do jogo, mas que precisam de bastantes chances para acertar. Jonas já tem 8 gols e Perea 2 em 5 partidas, incomparavelmente superiores ao ataque enfrentado na rodada passada, formado pelo estreante Guerrón e por Thiago Ribeiro, que fez seu segundo gol (em falha de Juninho) em total de 14 disputas no Brasileiro.
O Botafogo não tem feito jogos ruins, mas pecado em lances cruciais. Se Michael mantiver as boas assistências, Lúcio Flávio a boa fase e André Lima colocar o pé na forma, o estigma do empate poderá ser desfeito. Nosso elenco não é ruim para estarmos na atual colocação, mas como futebol é gol, não tem jeito: é bola na rede para a subida na tabela.
Decifrando o Adversário – Cruzeiro
Metas de curto prazo
São dois jogos em casa em que precisamos nos impor. O difícil está sendo fazer em nosso estádio o que conseguimos desempenhar fora. Enfrentamos Palmeiras e Corinthians no mínimo de igual para igual, e precisamos ter a mesma consciência no jogo desta quinta-feira.
O Cruzeiro é um time grande, tem um ótimo elenco!? Certamente. Contudo, jogarão fora de casa, e é nessas horas que a torcida tem que comparecer. Se não podemos esperar muita coisa de jogadores limitados, somos loucos apaixonados pela glória e pela história desse escudo que bate no ritmo de nossos corações, e é assim que temos que fazer os jogadores sentirem em campo: o coração na ponta das chuteiras. Vendo Corinthians e Vasco na segunda divisão., percebo que a grande moda atualmente é a torcida aparecer na Segundona, com o time na liderança (o que não é difícil) e se mostrar como a mais fanática da História. Apesar disso, se tal movimento fosse realizado no fim dos campeonatos em que ambos os times caíram, podem ter certeza que ia ser muito mais combatida a queda.
O artilheiro do adversário é o velho Wellington Paulista, nosso goleador de estadual (2008) que fez muito pouco no Brasileirão de tal ano(qualquer semelhança com Victor Simões não é mera coincidência).
Não temos muito o que pensar: se o Botafogo não se impor no Engenhão, não tem escapatória.
O Adversário
Defesa
O goleiro Fábio conseguiu voltar à forma que o fez ter destaque no Vasco. A ida mal-sucedida para o exterior é passado. Já foi até convocado para a seleção.
A zaga será composta pelo gigante Leonardo Silva e Thiago Heleno. O entrosamento da dupla é a maior força. Leo Silva, com sua altura e impulsão, não sai um jogo sem uma cabeçada perigosa na grande área do oponente.
Os laterais serão Jancarlos e Diego Renan. Enquanto o lateral direito tem uma chance com o titular Jonathan contundido, o esquerdo já aproveitou a sua com a saída de Gerson Magrão e com lesões de Athirson e do argentino Sorín, em fim de carreira; é a atual sensação cruzeirense, mais uma revelação da Toca da Raposa.
Meio de campo
Dentre os diferenciais do time estão os participativos volantes. Como ressaltou Muricy falando sobre o futebol em geral em uma recente coletiva, “os volantes de hoje são os reais apoiadores do time”. Fabrício e Henrique são exemplos dessa concepção, pois estão constantemente na intermediária do adversário, fazendo a bola rodar o campo e com qualidade na finalização maior que de muitos atacantes que vemos por ai… e por aqui; sempre chutes fortes e precisos. Marquinhos Paraná é quem completa o trio; destaca-se pela polivalência (atuou várias partidas na lateral direita) e é o principal marcador e ladrão de bolas da equipe.
Com a saída de Wagner, abriu-se uma lacuna na meia ofensiva cruzeirense, triplamente preenchida com as chegadas de Gilberto - mais um lateral esquerdo a se aventurar no meio de campo , Guerrón (algoz tricolor) e Leandro Lima, emprestado pelo Porto; ótimas opções que só vem a confirmar o poder financeiro e persuasivo do clube mineiro.
Ataque
Kleber é o símbolo dessa equipe: joga igualmente bem como centroavante ou caindo pelas pontas, com garra e força física muitas vezes erradamente considerada como violência (faz com os zagueiros o que sofre dos mesmos).
Wellington Paulista deverá ser seu parceiro. Este tem jogado bem até no Brasileiro, com seus 8 gols, mais até que Kléber, com 6. A ultima hipótese é a entrada de Thiago Ribeiro, que vem deixando a desejar. Como Kléber, teve início brilhante no São Paulo e foi para o exterior. Nunca é demais ficar de olho, afinal talento não se perde.
É um jogo difícil? Muito! A vitória alvinegra é importante? Essencial! Então, mãos (pés) a obra!
Novo time no 2º semestreO Fenômeno se recupera de cirurgia na mão e de uma “secreta” lipoaspiração. André Santos, Cristian e Douglas, pontos de equilíbrio na conquista da Copa do Brasil, já voaram para a Europa. Com Felipe, Alessandro e William ainda machucados, Chicão é o único titular disponível da defesa.
Posição ruim no campeonato!? Longe disso! Após um período de desconfiança, nas últimas duas rodadas o time do Parque São Jorge derrotou em casa o ex-líder do campeonato, Atlético-MG, e bateu o Internacional no Beira-Rio.
Mais que por destaques individuais, a equipe do Corinthians destaca-se pelo seu conjunto. A estruturação tática em um 4-3-3 - com Dentinho e Jorge Henrique abertos e revezando entre as pontas do campo - se manteve, e em um curto período de tempo os substitutos dos atletas vendidos adaptaram-se às funções dos mesmos, sob o excelente comando de Mano Menezes.
Os 3 Setores
Defesa
No gol, a ausência de Felipe fez Mano utilizar os dois goleiros à disposição, Rafael Santos e Julio Cesar. Hoje joga Julio - revelado no Timão - que já possui em sua carreira 2 Brasileiros (1 da Série A e 1 da Série B), 1 Copa do Brasil e 1 Paulista, sempre à sombra do titular.
Na lateral direita, o volante Jucilei será improvisado. O jogador é uma das boas descobertas da diretoria, tendo sido o craque do Campeonato Paranaense de 2009. “Os maus olheiros que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá…”
Na zaga, o líder Chicão é um exemplo para o nosso capitão Juninho. Não é um zagueiro tão alto - tem 1,80m - nem tão veloz. Entretanto, possui excelente antecipação no jogo aéreo, e ganha a maioria de jogadas com seu posicionamento. Consegue também ser um ótimo batedor de faltas, nas quais a diferença para o zagueiro alvinegro está no modo de cobrar: mais colocado e com menos força, tendo maior efetividade em lances próximos à área.
Ao lado do capitão estará Jean ou Paulo André. Jean é um defensor mais experiente, com passagens pelo São Paulo e pelo futebol russo. Seu estilo é mais sóbrio e menos técnico do que Chicão. Paulo André é o mais alto dos três - 1,88m - e destacou-se no Atlético- PR, de onde partiu para o futebol francês ano passado. Se começar como titular, talvez sinta a falta de ritmo de jogo e por onde devemos tentar transpor a defesa corinthiana.
A lateral esquerda aparece como uma das maiores deficiências após a saída de André Santos. Wellington Saci saiu para o Atlético-MG. Bruno Bertucci é o único lateral de origem do elenco, mas ainda precisa de amadurecimento para ser titular. O zagueiro Diego, apesar de também ser cotado para a zaga, também pode jogar improvisado por ali, como o fez na Copa do Brasil. Assim, priorizaria-se a qualidade defensiva em detrimento do apoio.
A alternativa mais próxima de ocorrer é a volta de Marcelo Oliveira, o meia que antes da contusão que o deixou 2 meses fora dos gramados é o que melhor havia se adaptado à lateral. Corre por fora o meia Marcinho, destaque do Noroeste no Paulistão de 2009.
Meio de campo
O sucesso de Cristian, Elias e Douglas dificilmente se repetirá em igualdade neste ano. Cristian e Douglas se foram. A contratação de Edu parecia a solução, mas o ex-volante de Arsenal e Valência ficou muito tempo sem atuar e vem sofrendo com lesões musculares. Jucilei, que havia entrado com sucesso no esquema como um dinâmico 1º volante a la Cristian, atuará na direita até que Alessandro ou o reserva Diogo se recuperem. Desse modo, o meio titular será formado por Moradei, Elias e Morais. Há ainda a hipótese de entrar Boquita.
Moradei volta ao Corinthians; já havia participado da infeliz campanha do rebaixamento. Destacou-se novamente pelo Bragantino no Paulistão, e a segunda chance lhe foi dada. Por reconhecer seu talento, Mano opta por sua entrada.
Elias é absoluto e, recentemente, foi cotado para a Seleção Brasileira. Defende e apoia com igual força. Acelera as jogadas com seu toque de bola refinado e nas triangulações arrisca seus chutes a gol.
Boquita é o terceiro homem de meio de campo num esquema 4-4-2. Sua função se assemelha a de Ramires na seleção. Como o Corinthians joga no 4-3-3 e Elias não sai do time, entra no lugar de Morais, caso o técnico prefira a cautela à ousadia.
Morais era titular até a chegada de Jorge Henrique no 4-4-2. Complementava o meio com sua habilidade e, junto a Douglas, “desconcertava” a marcação adversária. Não está no melhor da forma física e técnica, mas junto aos rápidos Dentinho e Jorge Henrique pode tirar vantagem da lentidão da defesa botafoguense.
A última opção é a revelação da Copa São Paulo de Futebol Junior, Jadson, que só começa o primeiro tempo em caso de contusões de última hora.
Ataque
É, não é dessa vez que enfrentaremos Ronaldo, mas Jorge Henrique e Dentinho têm dado o máximo para honrar o companheiro. Claramente lhes falta o poder de conclusão do craque, mas são peças fundamentais dessa equipe. Acompanham a subida dos alas adversários e fazem com primor o primeiro combate. Envolvem a defesa adversária com dribles curtos e lançamentos ao centroavante.
No comando do ataque, jogará Henrique, Souza ou Bill. Henrique vem sendo o titular, mas Souza é quase certo no segundo tempo. Enquanto o primeiro é de mais movimentação, o segundo joga mais centralizado. Bill tem estilo mais parecido com o de Souza, de menos técnica e mais raça e presença de área, arriscando boas cabeceadas.
Logo, o time que entrará em campo hoje é o seguinte: Julio Cesar; Jucilei, Chicão, Jean (Paulo André) e Marcelo Oliveira (Marcinho); Moradei, Elias e Morais(Boquita); Dentinho, Jorge Henrique e Henrique(Souza).
O jogo será duro. Os pontos mais fracos do Corinthians são as improvisações nas 2 laterais. Michael pode se aproveitar disso na frente, já que é melhor apoiador do que defensor. Seria interessante a escalação de Thiaguinho pela direita, por ser um jogador mais veloz e incisivo do que Alessandro, além de Reinaldo como segundo atacante, para tabelar com o ala e aproveitar a indefinição da esquerda corinthiana.
Boa sorte, Glorioso!

Turno novo, vida nova.
E comeeeça o segundo turno do Brasileirão, com nosso time em… 15º lugar. Apesar de ainda haver um jogo de reposição, o adversário é o único que ainda podemos ultrapassar na tabela: o Cruzeiro. Sendo assim, finalizaremos o primeiro turno com no máximo a 14ª posição, muito abaixo do que imaginávamos nas previsões mais otimistas. Se não estamos na zona de rebaixamento, tampouco marcamos presença na faixa da classificação à Sul-Americana.
Obviamente ninguém está satisfeito, mas devido à troca de técnico e ao empate arrancado fora de casa contra o líder do campeonato, devemos “deixar o homem trabalhar” e fazer o nosso papel, indo aos jogos e apoiando aqueles que vestem o manto.
O Adversário
O próximo oponente pela competição nacional é o desmoralizado Santo André. Se reclamamos que há 3 jogos que não vencemos, olhe bem a situação do adversário: nos últimos 8 jogos, 1 empate e 7 derrotas. Isso mesmo, 7! Podemos lembrar também que Estevam Soares é recém-saído do Barueri, tendo disputado inclusive o Paulistão desse ano, de onde se conclui que conhecimento do adversário não faltará. Nosso encontro acontece na 4ª feira, 19:30 hrs, no estádio alvinegro. Adversário melhor para começar a nova empreitada com o pé direito? Impossível!
Pelos dados mostrados, a vitória é praticamente obrigatória. Para não termos surpresas, vamos à análise de cada jogador do adversário!
Defesa
O goleiro Neneca é unânime. 19 jogos no campeonato, 19 jogos disputados por ele. Mesmo tendo sido sondado por grandes clubes, com a fase da equipe sempre sobra pro goleirão: foram 29 gols sofridos. Parece ruim? Claro… Mas o que poucos veem são seus números de defesas: 49 defesas difíceis no campeonato. É “apenas” o maior número de todos os goleiros do Brasileirão. Sem dúvidas, exigirá e muito da pontaria de nossos atacantes.
Com a suspensão de Marcel, torna-se pouco provável a adoção do 3-5-2. De qualquer forma, os zagueiros do Santo André serão escolhidos entre Cesinha, Cris e Vinícius Orlando. Cesinha é titular absoluto, mas sua presença recente no departamento médico talvez o impeça de começar jogando. É da base do clube e um dos principais líderes da equipe. O zagueiro Cris chegou há pouco tempo do Brasiliense, após não concordar com uma multa aplicada por ter recebido um cartão vermelho. Em sua primeira partida pelo novo clube, um cartão amarelo. É o zagueiro destruidor da equipe. Já Vinicius Orlando, com apenas 1,83m, destaca-se mais pela colocação e técnica do que pelo vigor físico. Os laterais serão Cicinho e Gustavo Nery.
O primeiro, lateral direito, teve passagens por Ituano e Oeste antes de chegar ao atual clube. Tem como principal característica o forte apoio. O segundo, velho conhecido, não apresenta um bom futebol há bastante tempo. É provavelmente o mais técnico do time que vai a campo, e em um 3-5-2 pode acabar como apoiador, com Élvis indo para a ala-esquerda. Seu defeito é sua afeição pela dispersão em meio à partida.
Meio de campo
Ricardo Conceição, o motorzinho da equipe, é mais um desfalque do Ramalhão. Com isso, o meio será composto por: Fernando, Sidney, Élvis, Junior Dutra e Pablo Escobar.
Fernando representa o que há de melhor da longevidade no futebol. O incansável volante, peça fundamental do Glorioso na Série B, ainda consegue manter o ritmo de jogo e a disposição defensiva de antigamente. Corre o jogo todo e é o carrapato dos principais jogadores adversários.
Sidney, estreante andreense da última rodada, não é tão anônimo quanto parece à primeira vista. Revelado pelo São Paulo e com passagem de 3 anos pelo Fluminense (2001-2003), também foi atleta de Sport e Guarani. Desde 2007, estava nos Emirados Árabes. Seu primeiro jogo e suas 5 roubadas de bola, a uma media superior a do maior ladrão de bolas do campeonato (Willians, do Flamengo), deixaram na torcida do interior paulista uma esperança de mais um bom volante .
Elvis, um dos principais jogadores da conquista da Copa do Brasil no início da década, é certamente lembrado pelos botafoguenses, mas infelizmente por não ter atendido às expectativas no tempo de General Severiano. É o jogador responsável pelo cadenciamento do jogo na equipe.
Junior Dutra é o outro meia. Surgiu com personalidade no Paulistão, e é uma das apostas da diretoria para futura negociação. Seus 21 anos, sua velocidade e a boa chegada ao ataque o levaram a tal tratamento especial. Contudo, é mais um a não repetir recentemente as boas atuações do início do ano.
Pablo Escobar começou o Brasileirão como destaque. Nas primeiras partidas, 2 gols e 2 assistências o credenciavam a principal jogador do time no Brasileirão. Vindo como principal jogador do rebaixado Ipatinga, era valorizado por seus números. Entretanto, desde então, o paraguaio naturalizado boliviano afundou com o time, e acabou no banco de reservas. Com as prováveis ausências por contusão de Marcelinho e Rodrigo Fabri, volta ao papel de protagonista. Pelo possível 4-5-1, será o atleta que mais se aproximará de Nunes no comando do ataque.
Há ainda a opção da entrada do volante Dionísio, renegado pelo Santos.
Ataque
Nunes deverá ser o único atacante do time do ABC paulista. Ex-jogador do Bragantino, foi o artilheiro desta equipe na série B passada, com 16 gols. É um centroavante de não tão boa técnica e velocidade, mas muito bom posicionamento e conclusão apurada.
Não adianta darmos desculpas e reclamar de juiz, vencer em casa um adversário abaixo de nós na tabela e na zona de rebaixamento é obrigação.
As águas passadas e os ventos futurosBye bye, Ney Franco. Bem vindo, Estevam Soares.
O troca-troca do Brasileirão desta vez bateu à porta do Fogão. Mal sinal? Talvez não. Mais do que nunca, o time precisa falar, conversar, a fim de encontrar os erros das partidas anteriores e evitá-los na sequência do campeonato. O novo treinador é, acima de tudo, muito enérgico, e exige do time um comportamento mais ativo em campo.
É verdade que colocar uma estreia mais difícil seria tarefa impossível, afinal enfrentar o líder do campeonato fora de casa é o maior dos desafios para um treinador recém-instaurado no comando da equipe. Entretanto, justamente por tal fato, entrar como franco atirador pode contar a nosso favor, para que possamos apresentar um futebol mais solto e livre de responsabilidade, mas com o início da assimilação de uma nova filosofia de trabalho.
O Adversário
A Sociedade Desportiva Palmeiras, o adversário deste sábado pelo Campeonato Brasileiro, está sedenta pelo título com o vitorioso Muricy Ramalho. E, como se não bastasse o Brasileirão como um todo, muito se fala na conquista simbólica do primeiro turno, inclusive com a entrega de taças comemorativas. Para tal objetivo, o “Porco” precisa vencer o jogo e torcer por um tropeço do Inter contra o Santo André ou na reposição de seus jogos a menos. Em busca do feito, o alviverde certamente virá com tudo para cima do Botafogo.
A provável escalação da equipe paulista é a seguinte: Marcos; Wendel, Maurício Ramos, Danilo e Armero; Pierre, Edmílson, Souza (Ortigoza) e Cleiton Xavier; Diego Souza e Obina (Ortigoza).
Defesa
O Palmeiras consegue o que todos os times no Brasil e no mundo buscam: jogadores dinâmicos e com qualidade na defesa e no ataque. Desde Wendel, passando por Pierre, até Diego Souza, não há um jogador que não saiba marcar. O time do Palestra Itália joga e não deixa o adversário jogar.
Marcos, o goleiro campeão mundial em 2002, é espetacular. Faz defesas maravilhosas, mas toma gols que são verdadeiros “frangos”. O último jogo contra o Atlético-MG retrata a fase: sofreu um gol no qual tentou defender de “manchete” uma bola, e depois pegou um pênalti decisivo.
Finalmente encontraram um lateral direito: Wendel. Renegado antigamente, quando foi emprestado para o Santos, parece ter encontrado seu lugar no time titular. É um bom marcador - com destaque no desarme (28 bolas roubadas em 15 jogos) - e possui qualidade no passe e cruzamentos. O colombiano Armero joga pela esquerda, e além da mesma combatividade de Wendel (24 bolas roubadas em 14 jogos) é bastante ofensivo.
A jovem zaga alviverde, formada por Maurício Ramos (ex-Coritiba) e Danilo (ex-Atlético-PR), vem aprimorando o entrosamento e é a menos vazada do Brasileirão. Maurício ainda se destaca no jogo aéreo e já fez dois gols desse modo em cobranças de escanteio.
Meio de campo
É a principal força do Verdão.
O Palmeiras pode entrar com Souza como volante ou com dois atacantes de ofício.
Na primeira opção, teremos Pierre, Edmilson e Souza como três volantes na equipe. Não é tão conservador quanto parece, pois os três vão ao ataque constantemente.
Pierre é o cão de guarda, ladrão de bolas e ídolo da torcida. Esteve prestes a ser negociado, mas a diretoria não deixou e comprou os direitos do jogador junto ao grupo de investimentos.
Edmilson, terceiro zagueiro na Copa do Mundo de 2002, joga como volante na equipe do Parque Antártica. Executa lançamentos precisos, e sua experiência e liderança em campo são fatores importantes para o time.
Souza é a jovem revelação, o volante que fecha espaços e aparece para concluir jogadas.
Cleiton Xavier é o cérebro do meio de campo. Olho nos números: é disparado o melhor assistente do campeonato, com 11 passes que resultaram em gol. Consegue também ser um grande finalizador, com 30 conclusões em 18 jogos. A bola sempre passa pelos seus pés, e é o termômetro dessa equipe.
Já Diego Souza é o complemento de Cleiton: é o meia-atacante que parte para cima dos zagueiros adversários. Pode jogar como segundo atacante, caso Muricy abra mão de Obina ou Ortigoza.
Ataque
Quando um time tem que dar certo, não tem jeito: até o folclórico Obina vira artilheiro. Após amargar NENHUM gol na temporada pelo Flamengo, chegou ao Palmeiras e já tem 8 gols em 13 partidas. É claro que ainda dá suas “pixotadas”, mas vem calando a boca de muitos críticos. Se não for poupado de iniciar o jogo, já que está voltando de contusão, é titular.
Ortigoza é uma jovem aposta que veio do Chile, e é querido pela torcida mais pela raça do que pelos gols marcados (3 em 15 jogos). Muito participativo, é um atacante “chato”, de muita movimentação, tudo o que os zagueiros odeiam.
Apesar do desfalques, esperamos mais combatitividade da equipe alvinegra em campo neste sábado. Um Botafogo com cara de Botafogo. Com muita raça e luta até o fim. Alvinegros realistas que somos, sabemos que o time tem suas limitações, e não exigimos nada além da entrega dos jogadores até a última gota de suor. Se faltar qualidade, que ganhemos na vontade!
Boa sorte, Botafogo e Estevam!

Sábado, dia de Botafogo e Engenhão!
O dia mais esperado da semana chegou: o sábado, primeiro dia de final de semana, momento de jogar no palco alvinegro, o Engenhão. É verdade que muitos reclamam de menor visibilidade para o patrocinador, porém pelo menos a maioria da torcida consegue ir sem a desculpa do trabalho no dia seguinte e do horário tardio da partida, certo? O oponente desta rodada é o Clube Atlético Paranaense, assunto dos próximos tópicos!
O Adversário
O Furacão vem de duas vitórias seguidas: Fluminense, enfrentado em Londrina (1×0), e Cruzeiro, em Belo Horizonte (2×0). Uma equipe que vinha desesperançosa, mas que ganhou confiança com os últimos resultados. O técnico recém-contratado é o velho Antônio Lopes, e que ao menos momentaneamente dá novos alentos ao elenco rubro-negro. Atua no esquema tático 3-5-2, no qual o zagueiro pela direita é o lateral Nei, sendo uma opção de saída de bola na ala pela experiência na específica faixa de campo. O esquema é visto por muitos como um 3-4-1-2, já que Paulo Baier (ou Marcinho, dependendo da escalação) é quem realmente chega pela meia ao ataque.
De posição em posição
Goleiro
O goleiro é Galatto (ex-Grêmio). O famoso goleiro da “Batalha dos Aflitos” - quando o Grêmio subiu para a primeira divisão após vencer uma partida dada como perdida - não conseguiu se firmar na equipe de Porto Alegre. Desde então, é jogador do Atlético. Após passar período de ostracismo como reserva de Vinícius e algumas lesões, está se firmando como titular da posição. Tendo tomado 13 gols em 5 partidas, não sofreu nenhum nos 2 últimos jogos.
Zagueiros
A zaga não terá Bruno Costa para o jogo de hoje. Seu substituto é Manoel, zagueiro formado no clube: atuará pelo lado esquerdo dos 3 zagueiros. Como companheiros de defesa, Rhodolfo (também ex- base), que joga na posição de líbero e se destaca pela boa colocação, técnica e antecipação de jogadas, além do já comentado Nei (ex-Ponte Preta).
Alas
Os jogadores que atuam pelas alas do rubro-negro são geralmente Raul (revelado no clube), pela direita, e Marcio Azevedo (ex-Juventude e Fortaleza), pela esquerda. Como Raul não disputou a última partida, o volante Rafael Miranda atuou improvisado pelo setor. Tal opção não está descartada para o confronto, dado o sucesso do time no Mineirão.
Enquanto Márcio Azevedo é um jogador bastante participativo, por ser combativo (40 roubadas de bola até agora em 16 partidas) e ofensivo (12 finalizações e 1 assistência no campeonato), Raul não possui tantos números de destaque, apesar de exercer à risca seu papel tático na marcação quando seu colega sobe ao ataque.
Volantes
Os volantes que entrarão em campo serão o colombiano Valencia (ex-América de Cali-COL) e Rafael Miranda (ex-Atlético-MG).
Valencia é o cabeça-de-área típico, destruidor de jogadas. Com 33 roubadas de bola, mas 31 faltas cometidas e 5 cartões amarelos em 13 partidas disputadas, não dá folga ao jogo dos meias e atacantes adversários nem aos joelhos dos mesmos. Esperamos que não mande mais ninguém para o departamento médico alvinegro.
Rafael Miranda é o segundo volante. Dotado de mais técnica que o companheiro, é quem faz a bola rodar de uma ala à outra e também ao meia de ligação.
Meias
Poderemos encontrar nessa função:
apenas Paulo Baier (ex-Sport, Goiás..), cujas principais qualidades são o passe e as cobranças de bola parada;
somente Marcinho (ex-Paulista, Palmeiras, Kashima Antlers-JAP…), um meia mais ofensivo e incisivo.
No primeiro caso, Marcinho fica deslocado como um segundo atacante; no segundo, o ala Raul é sacado e entra Wesley para jogar no ataque, com Rafael Miranda deslocado para a ala-direita.
Atacantes
Wallyson será o único atacante de origem em campo, uma jovem revelação que veio do ABC-RN. Rápido e habilidoso, só precisa de mais rodagem para se firmar.
A provável escalação para o jogo será a seguinte: Galatto; Nei, Rodolpho e Manoel; Rafael Miranda, Valencia, Paulo Baier, Marcinho e Márcio Azevedo; Wesley(Raul) e Wallyson.
Se quiser uma opção mais ofensiva, Raul fica na reserva e o time ganha em velocidade com Marcinho, Wesley e Wallyson. É aguardar algumas horas, seguir para o Engenhão e torcer para mais uma vitória em nossa cada, dando um presente antecipado aos pais botafoguenses!

É a quarta-feira do futebol! E o adversário é um dos nossos velhos conhecidos… O tricampeão da “Era dos Pontos Corridos”. Desta vez, o Tricolor vem com menos força no campeonato. Um técnico não endeusado como era o anterior, um time menos acertado… Enfim, uma equipe não tão temida como a dos últimos três anos.
O São Paulo de 2009 pós-eliminação na Libertadores passou pela avaliação dos torcedores, e foi reprovado pelas más atuações. O fardo (como sempre) recaiu sobre o técnico. Só que este é “apenas” o mais vitorioso dos últimos tempos. Não deu outra, foi demitido mas acabou na direção do líder do Brasileirão, o rival Palmeiras. Que remorso para a torcida do Morumbi!
O time do São Paulo vem em uma ascendente no Campeonato Brasileiro. Com a volta de Miranda e Washington pós-suspensão e a regularização dos gringos – o chileno Saavedra (zagueiro) e o argentino Gonzales (lateral-direito), só ficou faltando Rogério Ceni. Com Ricardo Gomes, após várias indefinições, o Tricolor voltou a jogar no esquema tricampeão brasileiro: o 3-5-2.
Defesa
No gol continua Dênis, um jovem substituto que tem seus altos e baixos. Ponto para nós, pois não teremos em campo a voz de Rogério, tanto exercida para liderança do time quanto também para pressão desmedida sobre o juiz.
Talvez o que mais falte à equipe são-paulina é a força de outrora de seus alas, que pode ser relembrada no setor direito com Cicinho, Ilsinho e Souza, e no esquerdo com Júnior , Jadilson e Jorge Wagner (em suas melhores fases nas respectivas carreiras). Atualmente, pela ala direita atua o volante Jean, improvisado e pouco à vontade, e pela esquerda um Júnior César longe do ápice. No máximo ocorrerá a entrada de Gonzales, por enquanto uma incógnita – vide a esperança já depositada em Reasco (ex-LDU).
Na zaga, Renato Silva e André Dias não recebem os mesmos elogios dados a Alex Silva, Breno ou Diego Lugano, e Miranda anda meio perdido com possíveis propostas de grandes times de Espanha e Itália. Contudo, pelo limitado nível técnico dos outros defensores da competição, não podem ser desmerecidos. Renato Silva caracteriza-se pela incansável - apesar de por vezes desajeitada – marcação, e pela velocidade na recuperação de jogadas. André Dias fica na sobra e sobressai-se pela força, enquanto Miranda, pela esquerda, é o zagueiro mais técnico do elenco, que também sai para o jogo com bastante qualidade.
Meio de campo
É o setor que mais sofreu mudanças no corrente ano. Já entraram e saíram Eduardo Costa, Hugo, Marlos… Mas a formação que entrará em campo nesta 4ª é Richarlyson, Hernanes e Jorge Wagner. São jogadores polivalentes e envolventes. Destacam-se pelo bom toque de bola e visão de jogo. Richarlyson e seu bom desarme já o fizeram até atuar improvisado como zagueiro. Contudo, não deixa de chegar a gol, e puxando os contra-ataques da equipe arrisca chutes sempre que possível. Hernanes se reveza com Richarlyson na proteção como 1º volante, e tem características parecidas com as de Jorge Wagner - não são jogadores velozes, mas têm ótimo lançamento e finalização, e estão a acionar a todo instante os alas e atacantes são-paulinos. Jorge Wagner é também o cobrador dos lances de bola parada da equipe e, pela sua precisão, evitar faltas bobas na intermediária e entrada da área é primordial à Cachorrada.
Ataque
Já pelo ataque paulista, a volta de Washington pode causar a saída de Borges. O ex-atacante do Fluminense é o velho atacante de área: pivô, referência, trombador, que prepara jogadas para os arremates dos meias e de seu companheiro de frente, Dagoberto, além de executar os seus. Apesar de perder muitos gols, é o artilheiro da equipe no ano, com 19 gols, então não deixar a bola chegar a seus pés é o melhor a ser feito.
Dagoberto está em fase inspirada, e se recuperar a confiança dos tempos de Atlético-PR poderá ser o principal jogador tricolor no Brasileirão. Seus três gols nos últimos dois jogos (todos os gols marcados pela equipe são-paulina) são fatores preocupantes. Suas jogadas pela linha de fundo não podem ter o mesmo tratamento que Leandro Guerreiro deu a Fernandinho no gol do Barueri no último jogo.
Borges, que em minha singela opinião ainda é o principal atacante tricolor, provavelmente estará no banco sedento para entrar e reconquistar a titularidade: não é um centroavante “paradão” e é regular em suas atuações.
Cada um dos atacantes tem 4 gols na competição. E assim esperamos que continuem pelo menos por mais uma partida…
Encontraremos pela frente o maior adversário (pelo local da disputa e pelo histórico recente) desde o início da série invicta do Glorioso. Passando por hoje com um bom resultado, poderemos vislumbrar mais que a Sul-Americana de sempre dos últimos campeonatos. Muita raça, Fogão!

Grandes companheiros de escudo,
A coluna deste sábado é dedicada a nosso jogo pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O oponente, desta vez, é o surpreendente Barueri, que já andou visitando o G-4 da competição. O time do interior paulista pode ser novidade para a imprensa e torcedores de equipes de outros estados, mas em São Paulo o trabalho vem sendo conduzido desde 2000 e é conhecido por todos. O futebol profissional desfruta de sete acessos – cinco no futebol paulista e dois nas competições nacionais das séries C e B – sendo seis deles consecutivos, em oito anos. É um fenômeno.
Como resultado de uma parceria entre a iniciativa privada e a administração da cidade, o Barueri usufrui do belo estádio municipal e de um centro de treinamento também pertencente à prefeitura. Entretanto, nem tudo é tão maravilhoso quanto parece. Por conta de desentendimentos entre os inúmeros parceiros que viabilizam o funcionamento do clube, os salários estão há quase dois meses atrasados. Segundo o presidente Walter Sanches, desde junho os parceiros que financiavam o time cortaram a verba. Ele ainda disse que é necessário a venda de metade dos direitos federativos de três atletas para estabilizar a situação financeira do clube pelo menos até o fim do ano. Esse início de crise pode ocasionar certo descontrole emocional na equipe, o que pode refletir em campo. O negócio é aproveitar-nos do veneno que já provamos…
O Adversário
Após a venda de Pedrão, acreditava-se que o time do Barueri cairia instantaneamente de rendimento. Eis então que surge Val Baiano, atacante rodado, com passagem pelo Santos, e supre a ausência com o que mais se espera de um centroavante: gols. Contudo, neste sábado o atacante de área do time do interior paulista não estará em campo, por uma lesão muscular na coxa.
O time do Barueri atua no 3-5-2, e o provável time em campo será: Renê, Leandro Castan, Xandão e André Luiz; Éder, Ralf, Everton, Thiago Humberto e Márcio Careca; Fernandinho e Otacílio Neto. Técnico: Estevam Soares.
A defesa da equipe tem como principal trunfo a altura dos seus zagueiros. Xandão (ex-Guarani e Fluminense), com 1,93m e André Luiz (ex-Botafogo), com 1,92m, mostram que fazer gol de cabeça não é tarefa fácil para os atacantes adversários, do mesmo modo que são um perigo no jogo aéreo à frente. O ala Márcio Careca (ex-Brasiliense) é outro destaque do grupo, tanto atrás, com seus 28 desarmes ao longo do campeonato, quanto à frente, com suas 22 finalizações a gol até agora.
O meio-de-campo é composto por Ralf (ex-Noroeste-SP) como único cabeça-de-área, e Ewerton (ex-Ferroviário-CE), que é o segundo homem do meio no 3-5-2, e desempenha a função de um volante sem a posse de bola, mas é um apoiador quando o time ataca, e suas 3 assistências no Brasileirão exemplificam a boa qualidade no passe desse jogador.
No ataque, Fernandinho(ex-Iraty-PR) volta após suspensão. Ao lado do camisa 10 Thiago Humberto – um atacante de origem que surgiu na base do clube, são os principais nomes responsáveis pela criação e finalização do time. Destacam-se pela habilidade e chegada rápida ao ataque.
O substituto de Val Baiano? Um quase-reforço alvinegro: Otacílio Neto (ex-Corinthians), que também joga mais fixo na área e tem um bom chute com a perna esquerda.
O time está entrosado e perdeu poucos jogadores do grupo que disputou a série B em 2008. A falta de experiência de muitos do elenco pode pesar, ainda mais após os problemas com o recebimento dos salários.
O Grêmio Recreativo Barueri é um adversário perigoso que deve ser enfrentado com total respeito e igual determinação. O Botafogo apresentou melhora do seu futebol nos últimos jogos, e está mais do que na hora de traduzirmos a qualidade em realidade: os três pontos no bolso.

Decifrando o adversário: Coritiba
Seguimos agora para o Sul do Brasil. O time a ser batido nesta quarta-feira a noite é o Coritiba Football Club. O clima é favorável ao Alvinegro. Se há 5 jogos que o Bota não conhece derrota (com 2 vitórias e 3 empates), o Coxa não vence há 3 jogos (2 empates e 1 derrota). Entretanto, no Couto Pereira, o dono da casa já derrotou times como São Paulo, Grêmio e Flamengo (este, com uma goleada de 5×0).
A luta é para sair da posição incômoda da “vizinhança” da zona de rebaixamento e, para isso, os 3 pontos são fundamentais para ambas as equipes.
Se por um lado o Botafogo não deve ter desfalques e conta com Reinaldo e Jônatas no banco em processo evolutivo de recuperação física, o Coritiba chega para esse confronto com consideráveis perdas, suspensos pelo terceiro cartão amarelo: o meia-atacante Marcelinho Paraíba, batedor de faltas, pênaltis, capitão e principal jogador da equipe, e o volante Leandro Donizete, um dos pontos de equilíbrio do meio de campo alviverde. Além disso, Ariel Nahuelpan, Felipe e Cleiton continuam contundidos e fora de ação. Por outro lado, Márcio Gabriel e Pereira foram liberados pelo departamento médico e podem ser relacionados, e Carlinhos Paraíba volta de suspensão.
O Adversário
O Coxa Branca deve vir para o duelo contra o Glorioso com o mesmo esquema das últimas partidas: 4-4-2, que vem agradando à Renê Simões.
Ofensivamente, é inegável que o Verdão perde muito com a ausência de Marcelinho. A dependência do time do Coritiba quanto a ele é revelada pelos números: foi autor de um terço dos gols da equipe no Brasileirão (6 dos 18 gols até agora).
A volta de Carlinhos Paraíba terá papel fundamental na liderança em campo. A dúvida é se o jogador fará o papel de ala, segundo volante ou armador.
No primeiro caso, Douglas Silva assumiria a função de Leandro Donizete como volante. É a situação menos provável, pois sendo Carlinhos o principal jogador da equipe depois de Marcelinho, sua presença no comando do meio de campo poderá ser o diferencial na partida.
Na segunda hipótese, abriria espaço para o meia Renatinho e na terceira atuaria na posição de Marcelinho, entrando então o volante Willian. Márcio Gabriel pode vir a ter condições de jogo, mas a tendência é que Rodrigo Heffner permaneça. De qualquer forma, como vem sendo praxe, Renê somente confirma a equipe titular do Coritiba momentos antes de a bola rolar.
Setor a setor
Defesa
O goleiro Vanderlei (ex-Paranavaí-PR) vem sendo um bom destaque do Cori na temporada. Sua altura de 1,95m não diminui sua agilidade.
Nas laterais, Rodrigo Heffner (ex-Santa Cruz-RS) se destaca pelo apoio constante, o que é comprovado pelas três assistências no campeonato (o melhor lateral assistente do Brasileirão é Júlio César, do Goiás, com 4). Douglas Silva (ex-Grêmio), na esquerda, é um volante que passou a jogar como lateral e vem se destacando defensivamente na equipe.
A zaga, sem Felipe(revelado no clube) e Cleiton(ex-Toledo-PR), ainda não está formada com as dúvidas sobre Jeci (ex-Palmeiras) e Pereira (ex-Grêmio). Confirmado apenas Démerson (ex-Cabofriense). Caso os dois não joguem, o volante Dirceu (revelado no clube) será improvisado no setor.
Meio de campo
O volante Jaílton (ex-Fla e Flu) é o cão de guarda da defesa do alviverde. Se não bastassem os desfalques atrás, o cabeça-de-área dispensado pelos times cariocas é conhecidamente limitado.
Atenção com Pedro Ken (revelado no clube) e Carlinhos Paraíba (ex-Santa Cruz-PE), jogadores polivalentes que defender e apóiam com igual vigor físico e toque de bola.
Se Renê optar pela cautela, entra o volante Willian(revelado na base) ou Rodrigo Pontes (ex-Barueri). Caso contrário, a vaga é de Renatinho (revelado no clube), apoiador rápido que vem sendo utilizado constantemente por Renê no segundo tempo.
Ataque
O atacante Marcos Aurélio, com sua velocidade e apoio pelas pontas, é motivo de preocupação pela falta de mobilidade da defesa do Botafogo, e tentará surgir sempre nas costas dos nossos alas e na puxada de contra-ataques.
Já o atacante Bruno Batata, autor de apenas dois gols em dez jogos que disputou, tem a seu favor o retrospecto contra os cariocas: ambos os feitos foram realizados contra o Flamengo, no mesmo Couto Pereira.
Em resumo, devemos aproveitar as subidas do lateral Rodrigo, além dos desfalques da defesa pelas constantes mudanças na zaga do Coritiba e pelo irregular Jailton. Os motivos de preocupação são a velocidade e a ofensividade do time adversário.
Que saiamos logo dessa zona perigosa, e a segunda vitória seguida nos proporcione objetivar um novo patamar no campeonato. Muita raça, guerreiros alvinegros!
Números do confronto:
Vitórias do Botafogo: 10
Vitórias do Coritiba: 10
Empates: 6
Gols do Botafogo: 38
Gols do Coritiba: 31

Perigo a domicílio
Bom fim de semana, amigos alvinegros!
O bom filho à casa torna, e finalmente estaremos nesse sábado de volta ao nosso estádio. O adversário é duro. Encararemos o Internacional, tido há alguns meses como o melhor time do Brasil. Após a derrota para o Corinthians na final da Copa do Brasil, a confiança dos jogadores diminuiu, o que reflete no próprio desempenho da equipe.
Após uma derrota para o rival Grêmio e um empate em casa contra o São Paulo, a vitória para a manutenção na zona da Libertadores é fundamental para o time de Porto Alegre. É importante lembrar também que o retrospecto não nos tem sido favorável. Não ganhamos do Inter desde a vitória fora de casa no início do Brasileiro de 2007. Após isso, 1 empate e 2 derrotas pelo Brasileirão. Em 2008, D’Alessandro e Alex fizeram a festa no Engenhão. O 1º continua vestindo a camisa do adversário. Fazer valer a vantagem do jogo em casa será primordial para nossa vitória.
O Adversário
A competência é necessidade primária para um triunfo sobre o adversário. Contudo, se a sorte ajudar, não podemos lhe negar a vez. São 5 os desfalques do time do Sul: Lauro, Índio, Guiñazú e Alecsandro e Nilmar. O primeiro, goleiro titular, está lesionado. O segundo, titular absoluto da zaga colorada, levou o terceiro amarelo. O terceiro, símbolo da raça gaúcho-argentina e capitão da equipe, e Alecsandro, autor de 2 gols no último jogo do campeonato, também estão suspensos. Nilmar acaba de ser negociado com o Villareal (Espanha), e apesar de estar no Rio, não joga.
Entretanto, não esqueçamos do elenco bem composto do Inter.
Sai Lauro, entra Michel Alves, que se destacou defendendo a meta do Juventude em 2007.
Sai Índio, entra Álvaro, Danny Morais ou Bolívar. No último caso, com a entrada de Danilo Silva na lateral direita.
Sai Guiñazú e entra Glaydson, revelação do Inter e nome certo em seleções de base. É possível também que Andrezinho ocupe essa vaga com a volta de D´Alessandro.
Alecsandro, o artilheiro do último jogo, só jogou pelo “tempo para pensar” que Tite deu a Taison.
Com a venda de Nilmar, Bolaños, carrasco do Fluminense na final da Libertadores de 2008, fica com a vaga.
Certamente, teremos 2 jogadores de espírito renovado contra o alvinegro: o já citado Taison e D’Alessandro, reservas na rodada anterior. Bolaños, que chegou ao Inter recentemente, certamente entrará querendo mostrar serviço.
Dessa forma, o provável time titular do Internacional contra o Glorioso será composto por: Michel Alves, Bolívar (Danilo Silva), Álvaro (Danny Morais), Sorondo e Kleber; Sandro, Glaydson(Andrezinho), Magrão e D´Alessandro; Taison e Bolaños.
Um pouco de tática
Figurar-se-á dessa forma um 4-3-1-2, se Glaydson estiver em campo, ou um 4-4-2, com o apoio mais efetivo de D´Alessandro e Andrezinho como meias.
No caso do trio ofensivo em campo, efetuar uma marcação cerrada em cima deles é essencial, deixando a bola nos pés dos 3 volantes, de menor técnica.
Se a opção for pelo 4-4-2, nenhuma diferenciação tática extraordinária haverá. O ideal acima de tudo é jogar futebol: seja com Renato ou Thiaguinho, exercer o papel de mandante de campo, e ter a iniciativa. Por isso, o apoio da torcida será fundamental nesse sábado de Engenhão para todos os alvinegros. Rumo à vitória!
35 Botafogo x Inter em Campeonatos Brasileiros:
Vitórias do Botafogo: 11
Vitórias do Inter: 12
Empates: 12
15 Jogos no Rio de Janeiro em Campeonatos Brasileiros:
Vitórias do Botafogo: 5
Vitórias do Internacional: 7
Empates: 5

Muita calma nessa hora
Clube Náutico Capibaribe. Esse é o próximo adversário do alvinegro nesta quarta-feira, dia 22 de julho. Ao falar de Náutico, a primeira lembrança que certamente vem à cabeça de muitos botafoguenses é a confusão nos Aflitos, envolvendo nosso ex-zagueiro pavio curto André Luis, que inclusive chegou a ser detido, e o ex-presidente Bebeto de Freitas, que teve voz de prisão decretada.
Não vale a pena nos alongarmos sobre tal episódio lamentável, apenas ressaltar a falta de estrutura do estádio (que ainda é absurda)e a falta de preparo dos envolvidos no acontecimento. A situação do Timbu é crítica: última colocação do campeonato, time limitado, torcedores irritados. Que os responsáveis pela realização do evento tenham aprendido a lição e hoje estejam mais inspirados, e que os policiam se limitem a estabelecer segurança e não a gerar desordem. A nossa parte será feita: André Luis estará bem longe e o atual presidente não costuma invadir gramados.
O Adversário
O time do Náutico geralmente é formado com 3 zagueiros, mas pela ausência de Asprilla e pelo provável desfalque de Sidny, o ala-direita do time, veremos um 4-4-2 com variações para o 3-5-2 apenas quando atacado.
A zaga será formada pelo zagueiro Vágner (ex-Botafogo e Coritiba) e pelo contestado Gladstone (ex-Palmeiras e Cruzeiro). Dois jogadores que buscam a afirmação perante a desconfiança dos torcedores, afinal o Náutico tem a defesa mais vazada do Brasileirão.
A lateral-direita estará com o improvisado zagueiro Galiardo (ex-São Caetano), já que Sidny voltou a sentir uma contusão na coxa. Enquanto isso, a lateral esquerda contará com a volta de Anderson Santana (ex-Cruzeiro e Linhares-ES).
O meio de campo do alvirrubro contará com Nilton, cabeça-de-área revelado no próprio clube, que atuará como uma espécie de líbero sem a posse de bola. Os volantes Johnny (ex-Vasco) e Derley (ex-Inter) completam o ferrolho defensivo do time. A cabeça-pensante é o meia Aílton, revelado pelo próprio Náutico e já rodado no interior paulista.
O nome mais conhecido do time estará no ataque: é Carlinhos Bala. Seu companheiro é um atacante de pouco nome no Brasil, mas com boa passagem no Japão: Gilmar, autor de 3 gols no atual campeonato. Esse conhece os gramados nordestinos, e seus 14 gols no campeonato pernambucano comprovam a afirmação.
À primeira vista, parece um time defensivo. É verdade que a equipe carece de qualidade técnica, mas se falta jogo bonito sobra disposição. O Náutico é aguerrido, e no Caldeirão dos Aflitos buscará a vitória a qualquer custo. A situação do clube do Nordeste é semelhante a do Avaí quando enfrentamo-nos há 2 rodadas: time na lanterna, precisando desesperadamente da vitória para auto-afirmação e o mínimo de confiança do torcedor. Fato é que eles virão para o jogo, e o primeiro tempo sem levar gol será crucial para a torcida adversária tornar-se um trunfo a nosso favor.
Os Carrascos
Carlinhos Bala, o quase-reforço do Botafogo no início do ano, estará em campo. Na época de Sport não passava em branco contra o alvinegro, então a atenção com ele é fundamental.
No banco, pela primeira vez do ano, estará Acosta. Após muito tempo encostado no Corinthians, ainda está fora de forma, mas seus 3 gols em uma mesma partida contra o Botafogo nos mostram mais um candidato a carrasco do jogo.
Podemos concluir que a partida de hoje não será nada fácil. Mais que na técnica, o jogo deve ser decidido na raça. Com o gramado ruim, o bom toque de bola torna-se complicado. A bola parada, mais uma vez, pode ser decisiva. Sendo assim, salve Juninho e seu petardo! E que Deus forneça força ao pé direito do Lucio Flávio!
Olá amigos botafoguenses!
Nossa segunda coluna “Decifrando o adversário” é destinada ao clássico que certamente é o mais estudado dos últimos tempos. São exatos dezesseis jogos desde 2007. Infelizmente, não são confrontos de lembranças agradáveis ao torcedor alvinegro.
Apesar do pouco tempo desde a última partida, raras são as semelhanças do jogo válido pelo 1º turno do Brasileirão com a decisão estadual. Maicosuel e Ibson, tidos como os destaques de Botafogo e Flamengo no Campeonato Carioca, já não jogam mais nos gramados brasileiros. O atacante Adriano volta ao Brasil (mais uma vez) para tentar recuperar seu futebol regado às “motivações extras” da Cidade Maravilhosa. O fato mais comum na história desses últimos três anos provavelmente é o duelo Cuca x Ney Franco.
O Adversário
O time rubro-negro que entrará em campo neste domingo será o seguinte: Bruno; Wellinton, Fabrício e Ronaldo Angelim; Léo Moura, Aírton, Kléberson e Zé Roberto e Éverton; Émerson e Adriano.
Nós, alvinegros, acostumados a ver o mirabolante Cuca utilizando laterais como falsos terceiros-zagueiros, veremos em campo um time em um 3-5-2 aparentemente sem nenhuma invenção: 3 zagueiros de origem, 2 volantes, 1 apoiador e 2 atacantes de oficio. A exceção é a improvisação de Éverton na ala esquerda, mas que acontece pelo desfalque do lateral esquerdo de baixa estatura e temperamento difícil, Juan. Tal fato pode ser encarado como um reforço para a Mulambada (com todo o respeito), já que Juan vinha sendo duramente criticado e vaiado pelos torcedores.
Setor a setor
Defesa:
Mantém-se firmes o goleiro Bruno e o eficiente Ronaldo Angelim, como os pilares da defesa. O lado direito da defesa e a zaga central ficam com Wellinton e Fabrício, respectivamente. Explorar a inexperiência de ambos é o ponto a ser focado pelo ataque alvinegro. Fábio Luciano e sua voz de comando em campo certamente fazem falta.
Meio de campo:
É o setor que mais sofre com modificações. Willians, o jogador de maior número de desarmes do Brasileirão, é desfalque. Toró, seu substituto natural, ainda está no departamento médico. Sobrará para Aírton, volante de origem, que vinha jogando na zaga pela direita, volta de suspensão. Cuidado com ele não é pouco: é fã do anti-jogo.
Com a saída de Ibson, Kléberson assume a posição de ponto de equilíbrio do meio rubro-negro. Como sai bastante para o apoio, pode ser em um erro seu que consigamos contra-ataques perigosos.
Zé Roberto, com toda sua irregularidade, poderá ser o termômetro desse confronto. Pode apresentar tanto um futebol agudo e insinuante quanto um jogo dispersivo e sonolento.
Ataque:
Émerson, com seu futebol esforçado, tem sido importante para o esquema na frente e na ajuda à marcação. Adriano dispensa apresentações: é artilheiro e decisivo.
Os alas não foram citados propositalmente. Com a ofensividade de ambos, os buracos às suas costas apresentam-se como os principais pontos do campo a serem explorados pelo Botafogo. Preferencialmente pelo lado de Léo Moura, pela presença da zaga “verde” em clássicos. Thiaguinho entra no meio alvinegro para não deixar o Flamengo ganhar a intermediária, e principalmente para auxiliar a proteção do lado direito, dos temidos Alessandro e Émerson, este o infeliz artilheiro do clássico em 2009.
Que os botafoguenses virem esse retrospecto, e honrem o tempo de glórias contra o time da Gávea, quando não obstante à supremacia da massa rubro-negra nas arquibancadas, Manga já sabia: “o bicho estava garantido”.

Nossa primeira coluna, destinada a conhecer nossos adversários mais a fundo, encara o único time do Brasileirão abaixo de nós na tabela: o “Leão da Ilha”. Não do Retiro, mas de Floripa!
Botafogo e Avaí: tão diferentes mas tão semelhantes
Botafogo: gloriosa história, nosso orgulho, vem disputando vaga na Libertadores nos últimos três Brasileiros.
Avaí: recém-promovido à Primeira Divisão, força no Sul, apesar de ser do estado de menor tradição no futebol da
região: Santa Catarina. Futebol emergente.
É no sábado que as histórias se encontram. Apesar do paralelo colocado, não vemos no Avaí nada muito diferente do que se passa atualmente em General Severiano: jogadores contestados, técnico “à beira do caos”, esquema indefinido. Entretanto, com as duas caras novas alvinegras - Jônatas e André Lima - parece que os ânimos pelos arredores foram temporariamente apaziguados, enquanto o clima em Santa Catarina é tenso e de segredo.
O Adversário
O time-base até agora é formado pelos seguintes jogadores, no 4-4-2:
Eduardo Martini; Ferdinando, Anderson, Émerson e Uendel; Marcus Winícius, Léo Gago, Marquinhos e Muriqui; Luís Ricardo e Lima.
Entretanto, não é o time que entrará sábado em campo. Após o coletivo a portas fechadas de quarta feira, houve na quinta um treino tático mais elucidativo:
- O volante Marcus Winícius (ex-Atlético Paranaense), suspenso por 3 cartões amarelos, é desfalque. O lateral-direito Ferdinando (ex-São Bento-SP), que conseguiu a proeza de cometer 3 pênaltis seguidos nos últimos jogos, vem sendo duramente criticado pela torcida. Mesmo assim, pode acabar ficando com a vaga deixada pela ausência de Marcus, já que treinou como primeiro volante ao lado de Léo Gago. É homem de confiança do treinador. Qualquer semelhança com o caso Ney Franco – Émerson não é mera coincidência. Na hipótese de Ferdinando ser barrado, entra Xaves (ex-Ituano e Atlético Mineiro).
Na lateral direita, Michel (ex-Santos) é o cotado para substituir Ferdinando, afinal começou o campeonato como titular, e pela participação ativa nos cruzamentos durante o treino de finalização. Na lateral esquerda, Uendel é nome certo. Conseguiu se firmar após sua passagem conturbada pelo Fluminense.
O meia Marquinhos (ex-Atlético Mineiro), tido como o cérebro do time, tem sofrido com a dura marcação. É o jogador de que mais se espera, pela qualidade técnica de outrora.
Muriqui, já rodado e conhecido dos nossos estaduais, é atualmente o grande destaque e artilheiro do time. Na Ressacada, é Muriqui e mais 10. No meio ou no ataque. No treino de finalização, formou uma das três duplas de atacantes que se revezaram, com Luis Ricardo, a qual é tida como a favorita para começar jogando. Lima, titular do ataque, nem treinou. Cristian, revelação da base, corre por fora.
Com isso, sobraria uma vaga no meio, que deve ficar com Caio (ex-Flamengo, Coritiba, e mais recentemente Bahia) ou Ricardinho (lembram dele!?), ex-Guaratinguetá e campeão da Copa do Brasil pelo Paulista, pouco utilizado por Cuca em 2007 no Botafogo.
Se houver mudança para o 3-5-2, haverá apenas o deslocamento de Muriqui para o ataque e a entrada de Rafael (ex-Juventude) ou Augusto (ex-Mirassol) na zaga. O esquema alternativo foi importante na conquista do Catarinense.
A provável escalação de sábado então será: Eduardo Martini; Michel, Anderson, Émerson e Uendel; Ferdinando (Xaves), Léo Gago, Marquinhos e Caio(Ricardinho); Muriqui e Luis Ricardo.
Um pouco de História…
Sábado será o dia do primeiro confronto oficial entre Botafogo x Avaí em Florianópolis. Os dois únicos jogos foram disputados no Rio de Janeiro. Seguem as fichas técnicas:
Jogos: 2
Vitória do Botafogo: 1
Vitória do Avaí: 0
Empate: 1
Gols do Botafogo: 6
Gols do Avaí: 2
Botafogo 5 x 1 Avaí
Data: 16 de abril de 1974
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Maracanã/Rio de Janeiro/RJ
Horário: 21h15
Árbitro: Hélio Cosso/MG
Público: 3.158
Renda: CR$ 20.286,50
Gols: Fischer(B) 38′ e Nílson(B) 40′ do 1º tempo; Toninho(A) 11′, Nílson(B) 19′, Fischer(B), penalti, 21′ e Fischer(B) 45′ do 2º tempo
Botafogo: Da Costa, Miranda, Valtencir, Osmar Guarnielli e Mauro Cruz; Nei Conceição, Carlos Roberto e Roberto Carlos(Puruca); Fischer, Nilson e Ademir(Tuca). Técnico: Paraguaio
Avaí: Ubirajara, Sousa, Ari Prudente, Vilela e Carlos Roberto; Rogério, Balduíno e Zenon (Orivaldo); Ademir, Toninho e Juti(Lourival): Técnico: Jorge Ferreira
Botafogo 1 x 1 Avaí
Data: 4 de maio de 2003
Competição: Campeonato Brasileiro Série B
Local: Caio Martins/Niterói/RJ
Horário: 16h
Arbitragem: Wallace Nascimento Valente/ES, auxiliado por José Linhares e Marcos Tadeu Nunes
Cartões amarelos: Fernando, Túlio, Dill(B); Abedi, Gustavo, Max Sandro, Mancuso
Cartões vermelhos: Gilmar(B), Fabrício Carioca(A)
Público: 4.060
Renda: R$ 39.646,00
Gols: Alexandre Silva(A) 39′ do 1º tempo; Dill(B), pênalti, 12′ do 2º tempo
Botafogo: Max, Márcio Gomes(Leandrão), Sandro, Gilmar e Renatinho; Fernando, Túlio(Fábio), Almir, Camacho(Daniel) e Valdo; Dill. Técnico: Levir Culpi
Avaí: Gustavo, Maricá, Marcão, Max Sandro e Fábio Vidal; Alexandre Silva, Mancuso, Mazinho e Abedi(Reinaldo); Brener(Marco Túlio) e Luciano(Fabrício Carioca). Técnico: Lula Pereira
O último encontro foi pela campanha da série B. Jogo duro, duas expulsões, empate no segundo tempo com gol de pênalti do nosso único atacante escalado como titular, o grande Dill. Se achamos que hoje estamos em tempo de vacas magras, orçamento reduzido, posição abaixo da nossa tradição, olhemos para o passado recente e, acima de tudo, juntemos nossas forças para apoiar o Glorioso e não permitir que o indesejado raio caia duas vezes no mesmo lugar.
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